2014 Resenhas Rock

Rise Against – The Black Market (2014)

Banda aproxima-se, cada vez mais, do mainstream

Por brunochair

Rise Against é uma banda americana, definida por ser hardcore/punk rock. Dentro dessa perspectiva, imaginamos um som barulhento, com bateria e baixo andando rápido e guitarras noise; letras críticas, contestando o status quo. Um cenário perfeito para uma banda underground, certo? Não exatamente para o Rise Against, que cria músicas que contestam o modus vivendi sim, mas encaixam-se perfeitamente no mainstream.

Ou seja, a banda toca em rádios, frequenta com tranquilidade as melhores posições da bilboard, etc. De certo modo, seguem na esteira de exemplos como Green Day, My Chemical Romance, Cloud Nothings, NOFX e o pai de todas essas bandas (muito menos comercial que as citadas) Bad Religion.

Em The Black Market, percebe-se a intenção da banda flertar muito mais com o mainstream do que nunca. Na maioria das músicas, adeus baterias pulsantes do hardcore. Adeus baixão comendo solto. O que restou é o vocal raivoso e preciso de Tim Mcllrath dando vazão às letras contestatórias de uma banda que é ativa no meio ecológico e de proteção aos animais.

Portanto, se você esperava um álbum de hardcore do Rise Against, vai ficar decepcionado. A proposta é muito mais comercial que os anteriores. Se a intenção da banda era alçar boas posições na Bilboard, conseguiu. O álbum, lançado no mês de julho, já alcançou grande repercussão no mercado da música. Talvez a banda parta da seguinte ideia: quanto mais gente ouvir nosso álbum, nossas críticas à política mundial, melhor.

Agora, se você é marinheiro de primeira viagem (ou seja, nunca ouviu a banda) talvez vá gostar deste novo álbum dos caras. Muito bem produzido, a banda demonstra uma grande variação. Tem músicas extremamente comerciais, como o primeiro single da banda, “I Don’t To Be Here Anymore” (link logo em seguida) e “The Black Market”

Tem músicas agressivas também, que lembram um pouco a essência da banda (algo mais underground) que está contida em “The Eco- Terrorist In Me”. Ali sim há a presença “power” de baixo e bateria:

Há músicas que ficam entre o rock e a balada. São as músicas “Methadone” e “People Live Here”. Ou seja, a banda hoje soa muito mais um rock estilo Nickelback do que um Bad Religion, mas mesmo assim criou um álbum bacana e de qualidade, repleto de intenções, atirando para vários lados. Quem não é fã antigo vai gostar. Quem conhece a banda há tempos, talvez não vá entender esse novo momento da banda.

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5 comentários em “Rise Against – The Black Market (2014)

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