Haim – Days Are Gone (2013)

Pop agradável aos ouvidos, um caldeirão de referências

por brunochair

Anos 70, 80. Rock, pop, dream pop, alt rock, indie rock, synthpop? Underground, mainstream?

Fleetwood Mac, Michael Jackson, Prince, Hanson, The Pretenders, Janet Jackson.

Essas são algumas das tantas comparações que o Haim (banda formada pelas irmãs Este, Danielle e Alana) ganharam, após o lançamento do álbum Days Are Gone. 

Impressiona saber que, diante desse caldeirão de referências, imagina-se que sejam artistas maduras, tanto em tempo de estrada quanto em idade. Mas, não. Este tem 28, Danielle tem 25 e Alana, 23. Ou seja, na década de 70 elas nem existiam enquanto indivíduos dotados de vida na Terra, e na década de 80 talvez o subconsciente de Este e Danielle tenha capturado algumas melodias, nada além disso.

A formação musical parece ter vindo de família, mesmo. Os pais tocavam em bandas covers, e fizeram as garotas aprenderem a tocar (cada uma) algum instrumento musical. Na formação da banda nota-se essa versatilidade, pois cada uma delas sabe tocar mais de um instrumento, e todas elas cantam ao menos algum fragmento das músicas, cabendo a Danielle o maior quinhão.

Este e Danielle também haviam participado de uma banda antes do Haim, The Valli Girls. Era uma banda adolescente, com temática adolescente, para o público adolescente. Por conta da banda, tiveram contato com músicos e com a indústria de entretenimento. Danielle também tocou na banda solo de Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes.

Ou seja, apesar da banda ser nova e ter apenas Days Are Gone lançado, na época em que o disco saiu músicos, crítica especializada e grande público esperavam ansiosos o que viria. A banda havia lançado “Forever”, “Falling”, “Don’t Save Me” e “The Wire”. Quando o álbum foi lançado, percebeu-se que as músicas lançadas (principalmente as duas primeiras) eram o carro chefe do trabalho. Outra música do álbum que alcançou relativo sucesso foi “If I Could Change Your Mind”.

O álbum teve uma boa recepção da crítica especializada, do grande público e dos músicos. As Haim ganharam prêmios por Days Are Gone, sendo o principal o prêmio da BBC, “Som de 2013”. As comparações com diversos artistas e tendências e décadas, como já dito anteriormente, demonstra (também) que o álbum foi escutado com muita atenção.

Sobre algumas faixas de Days Are Gone:

“Falling”: Nota-se, já na primeira música, a importância que as integrantes dão ao vocal, alternando as entradas e cantando junto. A bateria e os compassos, tanto nesta música quanto nas demais, estão bem marcados e quase não se alteram. Nada tão quadrado quanto é o do Spoon, resenhado esta semana. A guitarra aparece em momentos específicos, e faz um ambiente bacana na música.

“Forever”: é das músicas mais pops do álbum. Aliás, temos que comentar que as letras da banda são simples, coisas do cotidiano. Mas é aquele cotidiano até banal demais, como se o grupo ainda estivesse fazendo música para um público “tô chegando nos 18”. Mas, nada que prejudique o bom andamento dos trabalhos. Destaque para a guitarra que entra aos 2:22 da música, muito original e criativa. O clipe também é bem legalzinho.

“If I Could Change Your Mind”: Outra música que tem um clipe legal. Aliás, as moças são bem midiáticas, vendem bem suas próprias imagens, apesar de odiarem ser taxadas de girl band. A música não difere muito das demais, tem uma batida eletrônica bastante presente e forte, enquanto a guitarra e os teclados vão alternando-se como instrumentos principais (sim, há sempre o vocal, sempre o vocal como principal referência da banda).

Estas são algumas músicas que fizeram Days Are Gone ser considerado um dos álbuns mais importantes de 2013. Não há inovação, mas sim uma reelaboração de ritmos e movimentos da pop music e de artistas das décadas de 70, 80 e 90. Um bom álbum de estreia, e agora aguardamos o que virá: se o mais do mesmo, ou uma superação de uma fórmula que deu certo.

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