2014 Resenhas Rock

Mr. Big – The Stories We Could Tell (2014)

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Banda lança novo trabalho, que segue fiel ao dueto Hard Rock / Baladas

por brunochair

Oitavo álbum da carreira do Mr. Big, The Stories We Could Tell, foi gravado e anunciado num breve espaço de tempo. Entre burburinhos e notícias mais concretas, passaram-se no máximo quatro meses. A banda havia lançado What If em 2010, após um longo tempo sem álbum de inéditas. No entanto, os integrantes continuavam na ativa por todo esse tempo, tocando projetos paralelos e reunindo-se para lançar álbuns ao vivo, como o Back To Budokan, em 2009.

A banda, surgida no fim da década de 80, segue fielmente a tradição do Hard Rock. O que a diferencia das bandas da época é a apurada técnica de todos os integrantes, ótimos instrumentistas. A banda também não é tão farofa quanto algumas outras do estilo, ou fez bem menos questão de parecer assim. No fim, a banda é muito mais lembrada pelos bons serviços prestados do que pela atitude iconográfica/poser de um Sebastian Bach, vocalista do Skid Row, por exemplo.

Essa competência toda nos instrumentos não significa que a banda produz músicas somente para o seu nicho (se bem que o hard rock é predominantemente mainstream). Músicas como “Addicted To That Rush” e “To Be With You” foram hits nas rádios, na época dos seus lançamentos. Inclusive e já adiantando, a primeira música mencionada ganhou uma versão ao vivo da banda neste novo álbum, a única não inédita do álbum.

Ah, mas não tem como. Se for para simbolizar o Mr. Big em uma música, ainda que o forte da banda é o competente hard rock, a baladinha “To Be With You” fez com que a banda ficasse conhecida para todo o sempre, sendo obrigatória em toda listinha das melhores músicas de pop rock de todos os tempos. Então, lá vai a famigerada música, que tocou até dizer chega pelas rádios do mundo afora:

Vamos ao álbum novo, então. A primeira informação é que ele é muito bom. A segunda, que a banda continua fazendo o bom e clássico Hard Rock de sempre. A guitarra de Paul Gilbert e o baixo de Billy Sheehan são o maior legado que o Mr. Big deixará para os fãs de música, e novamente não decepcionam. O dueto é vibrante durante o álbum inteiro. Somados a ele, o vocalista Eric Martin (que gravou com a banda de metal melódico Avantasia, em 2013) e o baterista Pat Torpey, fecham o quarteto original da banda.

(apenas como observação: Pat Torpey gravou o álbum com o Mr. Big, mas consta no site oficial que está afastado temporariamente da banda por conta de ter sido diagnosticado com a doença de Parkinson. Em seu lugar, foi chamado Matt Star, do Ace Frehley. Triste notícia, boa recuperação ao Pat, na medida do possível)

Sim, como todo trabalho do Mr. Big, não podem faltar as baladinhas. A melhor delas é logo a terceira, chamada “Fragile”. É aquela típica música soft de uma banda de hard rock. Tem um refrão fácil, pegajoso e boas condições de tocar nas rádios por aí. “The Man Who Has Everything” também é baladinha, diferente da anterior: é mais melosa (e pior) que a anterior. “East/West” caminha mais para o pop que estas citadas, tem uma bela sincronia entre violão e guitarra. Mais uma canção bem encaixada. “Just Let Your Heart Decide” segue a linha soft rock, mas é um tanto enjoativa.

O restante do álbum é Hard Rock. Algumas canções com uma pegada notadamente oitentista, outras classic e algumas contemporâneas. No entanto, se você conhece razoavelmente a discografia da banda, saberá que tratam-se de músicas do Mr. Big. Até em relação as baladas sente-se a mesma coisa: é Mr. Big. As marcas de Gilbert e Sheehan são perceptíveis. As melhores músicas músicas Hard Rock do álbum são “I Forget To Breathe”, o começo country rock de “What If We Were New?”, o duelo guitarra versus bateria aos três minutos de “Satisfied”. A música que dá início aos trabalhos, “Gotta Love The Ride”, também não deixa a desejar.

Portanto, é um belo álbum de Hard Rock de uma banda que segue fiel às suas raízes. É óbvio que a banda (consecutivamente, seus integrantes) passaram por mudanças ao longo desse tempo, mas a centelha do estilo permanece intacta. Por conta disso mesmo, não dá para esperar que a banda produza álbuns com a mesma sonoridade dos aclamados da década de 90. Mas convenhamos que não há do que reclamar deste novo trabalho, que entrega ao público ótimas canções.

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4 comentários em “Mr. Big – The Stories We Could Tell (2014)

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