2014 Indie Live/Ao vivo Pop Resenhas Rock

Coldplay – Ghost Stories Live (2014)

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Singelo, curto e sem os grandes hits

Por Lucas Scaliza

O Coldplay levou seu trabalho intimista e econômico Ghost Stories, lançado no início do ano, para poucos palcos do mundo. Quem viu, viu. Quem não viu, vai ter que se contentar com o registro ao vivo Ghost Stories Live. O CD, aqui resenhado, tem apenas as nove músicas do mais recente álbum gravadas em palcos de Sidney (Austrália), Colônia (Alemanha), Paris (França), Nova York e Los Angeles (EUA) e Londres (Inglaterra). Todas as apresentações foram produções para um público menor, com a banda tocando em um palco circular no meio dos espectadores. E as casas de show que receberam o quarteto inglês são todas renomadas: o Beacon Theater de NY, o Royal Albert Hall de Londres, o Le Casino em Paris e o Enmore Theater de Sidney.

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Foto: Ed Keeble

 

A versão áudio não tem muita surpresa. É o Coldplay sendo competente ao vivo mais uma vez e mostrando como soa bem os bonitos arranjos para as músicas de coração partido de seu mais recente trabalho. Eles reproduzem tudo com fidelidade. Jonny Buckland se reveza entre o teclado e a guitarra, o baterista Will Champion também ajuda nos backing vocals e Chris Martin canta, toca violão e piano. Já a versão do blu-ray é um show especial gravado no Sony Theater, em Los Angeles, montado especialmente para receber a apresentação dos ingleses.

Logo em “Always in my head”, uma das melhores do disco de estúdio e deste ao vivo, Chris Martin flutua sobre o palco e dá cambalhotas no ar. A peripécia poderia ter ficado brega se a tivessem transformado em algo espetaculoso com luzes demais piscando e papel voando, mas conseguiram fazer o artifício ficar bem bonito e singelo, como é o disco Ghost Stories. Mas não pense que não há papel voando também. É na animada “A sky full of stars” – originalmente produzida pelo DJ sueco Avicii – que a festa chega ao clímax e as famosas borboletas coloridas de papel são espalhadas sobre o público.

Apesar de ser muito parecido com o disco de estúdio, canções como “Oceans”, “Another’s Arms”, “Ink” e “O”, que fecha divinamente o trabalho, ganham um ar de intimidade ainda maior ao vivo, tocando ali no meio do público em um palco pequeno, obrigando os músicos a ficarem sempre próximos um do outro.

O repertório do Live 2012 pode ser até mais chamativo – possui diversos hits da banda, a participação da Rihanna e um megapalco para um megapúblico –, mas Ghost Stories Live acaba sendo aquele item diferente na coleção e na videografia ao vivo. A mesma bela produção, mas sem os superlativos mais aparentes. Chega até a lembrar o Coldplay de Parachutes (2000) e A Rush of Blood To The Head (2002).

No entanto, os shows da turnê do Coldplay contaram também com músicas de toda a discografia do grupo. “Clocks”, “The scientist”, “Til kingdom come”, “Charlie Brown”, “Don’t panic”, “Viva La Vida” e “Everything’s not lost” dividiram espaço com as canções mais recentes. O disco e o blu-ray ao vivo poderiam ter incluído um setlist com o Ghost Stories na íntegra e uma segunda parte com um mix dos álbuns mais recentes. Foi o que o compositor, produtor e DJ Moby fez em seu mais recente ao vivo, o ótimo “Almost Home: Live At The Fonda”.

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3 comentários em “Coldplay – Ghost Stories Live (2014)

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