2015 Metal Resenhas

Disturbed – Immortalized (2015)

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Metal jovial e repete as mesmas fórmulas de sempre: um olho no peso, outro nos fãs

Por Lucas Scaliza

Há uma longa lista de bandas de artistas, assim como cineastas, escritores, dramaturgos e até mesmo pintores (oi, Romero!) que acabam fazendo trabalhos que agradam aos fãs, ao tipo de fã menos exigente aliás. Não é falta de capacidade, na maior parte das vezes, e sim uma visão mais empresarial do que decisão artística. Para que mexer em time que está ganhando, não é mesmo?

Em que pese toda a animação e diversão que o Disturbed entrega com Immortalized – este mérito não podemos negar –, o novo disco não difere em nada do anterior, Asylum (2010). A banda fez uma pausa após a última turnê, mas esse tempo não parece ter refletido em nenhuma vontade de arriscar coisas novas. Immortalized poderia ter sido lançado logo em seguida a Asylum e reconheceríamos a mesma banda, no mesmo momento criativo, com o mesmo direcionamento. E se pensarmos que o novo álbum também não difere em nada de The Lost Children – a compilação de lados B do Disturbed – a situação parece até mais crítica.

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Assim como o Bon Jovi, o Joe Satriani, o David Guetta e até a parceria metaleira de Russell Allen e Jörn Lande, o Disturbed está bem confortável em sua sala de estar, bem acomodado com o retorno dos fãs ao longo do ano. Entregam um metal jovial, vociferam algumas letras para rebeldes de classe média e carregam na distorção das guitarras. Os shows são animados, a galera vai ao delírio e o próximo álbum… bem, é só repetir tudo de novo.

É válido notar também que, apesar da barulheira, o som da banda nunca chega a ser sombrio ou lúgubre. Além disso, sempre foram bem servidos de melodia e da interpretação de um vocalista carismático, David Draiman. É só ouvir o single do álbum, “The Vengeful One”, ou “Open Your Eyes”, “Fire It Up” e “Who Taught You How to hate” para notar isso. E as imensamente acessíveis “The Light” e “Save Our Last Goodbye” atestam como o Disturbed também usa os elementos do rock pop radiofônico travestido de metal, uma estratégia que o Nightwish também conhece bem e usou mais do que deveria em Endless Forms Most Beautiful.

Mas dentro dessa proposta, Immortalized até que coerente. A única bola fora mais notável é uma versão quase gótica de “The Sound of Silence”, aquele hino da dupla Simon & Garfunkel. O problema é que, desde o início da faixa, a banda carrega demais nas cores e nos climas. E mesmo que Draiman tente cantar com voz bem limpa a maior parte da música, no final tudo descamba para sua voz raivosa, subvertendo a composição original com gosto duvidável. (Digamos que o que Simon e Garfunkel fizeram com duas vozes e dois violões eles não fizeram com uma orquestração).

O Motörhead acaba de lançar Bad Magic, um disco que também não é inovador, mas mantém um vigor invejável para uma banda de avôs dos rock que não encontramos na relativamente mais jovem Disturbed. VII Sturm und Drang do Lamb of God também não é nenhum ponto de virada na discografia dos americanos, mas mostra como o metal pode ser pesado de forma genuína, não apenas para agradar um nicho de público.

Embora as guitarras de Don Donegan estejam bem fluidas (aliás, o músico também foi responsável pelas gravações de teclado, baixo e EBow do disco) e mais diversificadas tecnicamente que a do Fear Factory em Genexus, por exemplo, ele não chega a criar nenhum riff memorável e seus solos geralmente são fritações. O melhor momento da guitarra solo está na introdução, em “The Eye of the Storm”.

Immortalized poderá ser ótimo para quem não espera nada do Disturbed além de repetecos do que já mostraram várias vezes no passado. Para quem tem referências no metal e até no hard rock que cobrem mais terreno geográfico e temporal, será mais um desses álbuns feitos sob encomenda pela gravadora para atender uma demanda que por mais algum tempo será feita de jovens sem muita bagagem. Mas é tudo questão de tempo.

spotify:album:1ROVEUk4lc2vD4a0IN1TWS

Disturbed_2015

6 comentários em “Disturbed – Immortalized (2015)

  1. Que resenha de merda!! Não tem nada a ver com o Asylum muito menos com o lost children. Eu não sou muito fã da banda, mas esse álbum esta incrível. De longe a pior resenha que já li em anos de música

    • Às vezes eu critico bandas que até eu adoro, portanto não é agora que vamos deixar de ser realistas. E se está reclamando do que escrevi, é porque não viu o que já falaram lá fora. Motivado pelo seu comentário, fui dar uma procurada e olha só o que achei: http://consequenceofsound.net/2015/08/album-review-disturbed-immortalized/
      Fora isso, dizer que este disco não tem a ver com Asylum e Lost Children mostra que vc não realmente não conhece bem a banda. Mas é só ouvi-los em sequência e perceberá facilmente como as fórmulas são as mesmas.

    • Falou tudo. Muita bosta escrita por que acha ser o “manjador da musica” por ter algumas luas a mais. Sem foco,texto maçante feito sem sequer analisar musica por musica das 17 compostas. Falou tanto dos caras mais ficou ai só ficou repetindo a mesma ideia o tempo todo o texto inteiro. Nunca mais volto aqui.

      • Colega que tem medinho de postar nome e e-mail, seguinte: pra que que eu vou falar de música por música se são todas as mesma coisa e a banda faz a mesma coisa há anos? O texto fica massante e repete a mesma ideia porque o disco repete todos os outros. Não precisa manjar de música pra isso, precisa ter ouvidos.

  2. Pingback: Art Of Dying – Rise Up (2015) | Escuta Essa!

  3. os albuns do disturbed diferem e muito na parte instrumental .dessa forma o asylum nem tem nada a ver com immortilazed

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