2015 Jazz Pop Resenhas

Tommy Emmanuel – It’s Never Too Late (2015)

tommy emmanuel its never too late

Tarde, nunca é.

por brunochair

Nunca é tarde. Nunca é tarde para viver? Para criar? Nunca é tarde para encontrar! Nunca é tarde para sentir, intensificar. Nunca é tarde para ser o que quiser ser. Nunca é tarde demais para apreciar, agradar, discordar também. Nunca é tarde, e nunca é cedo. Tarde, nunca é. À tarde, nunca é demais admirar o sol e as estrelas, se for tarde da noite. É noite, é tarde. Mas, nunca é tarde. E nunca é demais.

It’s Never Too Late, o novo disco de Tommy Emmanuel, retrata este estado de espírito do aclamado guitarrista australiano. Em paz consigo, consequentemente em paz com a música, faz deste momento a sua homenagem. Nunca é tarde demais para receber uma nova vida neste mundo, a sua filha! Ele, com sessenta anos de idade, oferece vida à posteridade em dobro – música e continuidade da vida humana neste planeta, repleto de mazelas e guerras, mas que ainda pode ser um lugar melhor, se música e amor forem primordiais.

Tommy Emmanuel, para quem não conhece, tem uma carreira com mais de quatro décadas. Aprendeu a tocar violão com quatro anos de idade, e tornou-se uma referência em violão e guitarra, tanto em trabalhos solo quanto como compositor para artistas da indústria pop e experimental – Tina Turner e Stevie Wonder são alguns dos artistas para quem Tommy já compôs arranjos de violão e guitarra. Para ele, impor limites à música é tolice. Então, o guitarrista e violonista trabalha no jazz, rock, blues, country e música clássica.

Em It’s Never Too Late, esta habilidade de criar uma world music fica evidente. Detentor de uma técnica bastante apurada no violão, Tommy Emmanuel utiliza-se do fingerstyle para tocar a maioria das suas canções. Aliás, o instrumentista é bastante conhecido por adotar este método, e por desenvolvê-lo. Sonoramente, tal recurso técnico é bastante agradável para os ouvidos. Tão bonito quanto ouvir, é vê-lo executar as músicas. Segue o clipe da música “It’s Never Too Late”:

São catorze peças instrumentais que compõem o novo disco do violonista e guitarrista. Para quem aprecia a música instrumental, seja como leigo ou como estudante de música, vale a pena ouvir It’s Never Too Late. O disco consegue passear por diversas atmosferas: desde a odisseia de “El Vaquero”, a saga onírica de Miyazaki, a tensão de “Blood Brother” e o otimismo de “Hope Street”. Em It’s Never Too Late, técnica e feeling enlaçam as mãos e descobrem novos caminhos e possibilidades.

Se essas palavras pudessem fazer silêncio, assim seria melhor. Nunca é tarde para terminar a resenha, e deixar que o leitor possa apreciar a música, o que de fato é a intenção da parte escrita, que aqui se faz presente. Mas que já está indo embora. Nunca é tarde.

Tommy-Emmanuel

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