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Los Colognes – Dos (2015)

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Banda trabalha referências do blues e do country, e compõe um álbum guitarreiro e divertido

por brunochair

A história da banda Los Colognes começa assim: em 2010, Jay Rutherford (guitarra e vocais) e Aaron Mortenson (bateria e segunda voz) decidem mudar de Chicago para Nashville. Com a mudança, eles tinham um objetivo bastante claro, que envolvia ser envolvido pela atmosfera da música local. Nashville, por muito tempo, foi coroada como “a cidade da música” nos Estados Unidos. O country prevalece, mas o blues, o jazz, o rock clássico e o soul também se destacam.

Uma das influências mais presentes na adolescência de Rutherford e Mortenson, J.J. Cale, gravou alguns dos seus melhores álbuns em Nashville. A ideia de ambos era tomar um contato com cada pedaço de chão que simbolizasse Nashville, e que pudesse oferecer a eles uma inspiração. O restante da banda? Ah, o restante da banda, um lugar pra morar, do que se alimentar, onde trabalhar, isso a gente vê depois.

Sim, tudo foi se acertando. Gordon Pesha (também de Chicago) resolveu mudar para Nashville em companhia dos amigos, e o restante da banda é nativo, mesmo: Micah Hulschner e Chuck Foster (teclados) e Wojtek Krupka (guitarra). Dividiram um lugar para morar, começaram a tocar para ganhar a vida, e pronto: que a inspiração dos grandes artistas que estiveram por Nashville estejam com a banda.

Em 2013, a banda lançou o primeiro disco da carreira, chamado Working Together. O disco recebeu diversas críticas elogiosas, inclusive de artistas (Rob Thomas, do Matchbox 20, é um deles). Porém, quando ouvimos Working Together e, logo após, o segundo disco da banda (Dos) notamos o quanto a banda evoluiu, de dois anos pra cá. Parece que o Los Colognes começa a encontrar-se, musicalmente. Parece saber onde quer pisar, o que pretende fazer daqui para frente.

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As influências da banda são o country, o blues e algo de classic rock. Sim, J.J. Cale está presente em Los Colognes, assim como o Grateful Dead e um quê de Bob Dylan da década de 80. Mas a grande inspiração para a banda, sobretudo para Jay Rutherford na guitarra, é Mark Knopfler, do Dire Straits.

A guitarra de Rutherford percorre e dita ritmo a todas as músicas, assim como a inconfundível presença de Knopfler em seu lendário grupo, que fez imenso sucesso na década de 80. Músicas como “Take It”, “Golden Dragon Hut” (que parece muito “Sultans of Swing”), “Hard to Remember” e “Cherry” não me fazem mentir.

A maioria das canções traz um aspecto agradável, uma atmosfera solar e animada. Também podem transmitir um espírito aventureiro, mochila nas costas e uma vontade intrínseca de cair na estrada e aproveitar milhas e milhas de experiência pelo mundo.

Nessa junção de jam blues, country e classic rock, o Los Colognes apresenta as dez canções que compõem Dos. Mais uma banda para ser apreciada com bastante atenção, em razão da competência em buscar referências marcantes, e ao mesmo tempo apresentar um certo frescor ao já existente.

Recomendado.

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