2015 Indie Jazz Resenhas Rock

CHON – Grow (2015)

chon grow

Não ao estilo, sim às texturas

por brunochair

Gênero Musical? Doesn’t Matter. Esse é o CHON, em seu primeiro disco da carreira, Grow. Sem possibilidade de rotulá-los. Importa, o rótulo? Ou a banda precisa ser alguma coisa? Já não basta ser verdadeiramente algo? Essas são algumas reflexões que podemos fazer ao ouvir o disco deste quarteto* de San Diego, Califórnia.

É comum vê-los associados ao rock progressivo, mas é impossível dizer que esteja apenas nisto. O grupo (assim como o Petrichor) criou uma linguagem musical bastante singular a partir do álbum Grow: às vezes soa jazz, às vezes rock alternativo, outras tantas vezes parece uma grande jam session de rock, em que exímios e experientes guitarristas alternam o espaço do palco com seus solos de guitarra.

Além disso, temos uma sonoridade bastante jovial e urbana. Pode parecer Sublime, pode parecer Sonic Youth… tem um pouco de tudo, e por aparentar ser tanta coisa já é demonstração que pode atingir um público bastante abrangente. Basta ligar o som e deixar que ele fale por si, que ele apresente as suas texturas e possibilidades. Permitir-se.

CHON-Grow-O-Card-Art

Grow possui doze músicas. O título das canções é bastante curto, assim como a duração de cada uma. Elas passam, deixam uma rápida mensagem e se vão. Os dois guitarristas da banda (Mario Camarena e Erick Hansel) são os grandes protagonistas: criam toda a ambientação necessária, alternam entre base e solo, fazem pouco uso de distorção/efeitos. Propõem riffs e linhas convincentes de guitarra, e estabelecem uma simbiose com o restante da banda. Embora exímios, não são experientes guitarristas – são bem jovens, como você pode bem observar no vídeo a seguir:

O baixista (Drew Pelisek) e o baterista (Nathan Camarena) não ficam muito para trás. São jovens e competentes: proporcionam uma excelente “cozinha” para a sonoridade do grupo, e oferecem alguns movimentos bastante interessantes. Detalhe para Nathan, que aprendeu a tocar bateria com os demais integrantes do grupo há oito anos, exatamente quando o grupo começou a fazer os primeiros shows ao vivo e a compor.

Recomenda-se ouvir Grow do início ao fim, da primeira a última música. O grupo pensou o álbum como um conceito, e por isso ele apresenta uma coesão significativa. Das doze canções do disco, apenas duas possuem letras/voz de Drew Pelisek. “Can’t Wait” é até legalzinha, mas “Echo” é bem fraca, se analisarmos todo o contexto. No fim das contas, talvez fosse mais interessante se Grow fosse apenas instrumental.

Mas as músicas cantadas não colocam tudo a perder. O álbum é convincente, repleto de texturas, sonoridade aberta e sem gênero definido. Para quem gosta de música sem fronteiras, instrumental, experimental e de certa forma revolucionária, o CHON não vai te decepcionar.

chon grow2

* O CHON anunciou, em novembro de 2015, que o baixista Drew Pelisek não pertencia mais ao grupo. Ainda não há um músico integrado oficialmente à banda, que atualmente (janeiro de 2016) excursiona pela Austrália, em turnê com outras duas bandas: Polyphia e Strawberry Girls.

2 comentários em “CHON – Grow (2015)

  1. Cara, que banda é essa? 10/10! Hahahaha

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