2015 Pop r&b Resenhas Soul

James Morrison – Higher Than Here (2015)

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Britânico canta melodias grudentas e arrebatadoras em disco que representa uma continuação de sua sonoridade

Por Gabriel Sacramento

Dono de um nome bastante comum na música (esse é o nome de pelo menos dois famosos cantores – um deles foi o lendário vocalista do The Doors), o britânico James Morrison surgiu em 2006, surpreendendo o mundo – e especialmente este que vos escreve – com seu lançamento Undiscovered, que na primeira semana alcançou o topo das paradas no Reino Unido. Morrison faz um pop simples e elegante, abusando das melodias cativantes e de uma sonoridade bastante acessível.

Morrison continuou com seu trabalho lançando ainda Songs for You, Truths for Me (2008) e The Awakening (2011). Até que em outubro de 2015, liberou seu quarto disco, intitulado Higher Than Here. O novo álbum é praticamente uma continuação natural do som dos primeiros discos: pop gostoso de ouvir, com influências implícitas de R&B e soul.

james_morrison_2015

O som de James lembra bastante o som de John Mayer em discos como Continuum (2006). Seu novo disco continua fiel à sua sonoridade típica. “Demons” possui uma base quase densa e vocais relaxados, envolventes sem soarem ultramelosos. A letra versa sobre demônios internos, em uma visão bem otimista e positiva. “Stay Like This” tem um ar de R&B, com harmonias vocais espertíssimas. “Right Here” possui alguns efeitos eletrônicos e harmonias vocais interessantes que surgem nos momentos certos. Os vocais de Morrison são destaque em canções como “Something Right”, “Heaven To a Fool” e “Reach Out”.

O cantor exala positividade em “We Can”, na qual canta: “Nós podemos fazer as coisas que disseram que nunca poderíamos … nós podemos amar”. A soulful “Too Late for Lullabies” torna explícita a admiração que James tem por cantores como Stevie Wonder, mas dentro de um contexto bem pop. Com um timbre de bateria bem retrô, que remete aos anos 80, “I Need You Tonight” traz até uma guitarra clean com frases legais, mas que poderia soa melhor. A acústica “Just Like a Child” é climática e relaxante. Mas James guarda o melhor mesmo para o final: a melhor interpretação dele está na faixa-título, que fecha o disco. Traz também um acompanhamento rítmico feito por palmas e harmonias vocais que complementam a beleza de sua voz.

James Morrison continua perito em fazer uma boa música, relaxante, acessível e cool. Foge totalmente da possibilidade de soar descartável e/ou fácil demais. Ele é preciso. Disse acima que sua sonoridade lembra o John Mayer, só que o britânico é mais constante em sua carreira do que o americano, que sofre com problemas de identidade.

A voz levemente rouca de um britânico com sotaque americanizado, bem colocada em uma base pop, bem moderna e descomplicada, que prioriza bastante o desenvolvimento dos vocais nas faixas. Interpretações bem interessantes que fazem a audição valer a pena. Melodias agradáveis, grudentas e arrebatadoras. Tudo isso condensado em 12 canções. Este é o Higher Than Here.

spotify:album:0S5QEYkyRK10yRJYZ310JN

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