2016 Pop Resenhas Rock

Wolfmother – Victorious (2016)

Wolfmother mantém o hard rock de sempre, com algumas experiências

por brunochair

Em 2014, quando o blog estava iniciando os seus trabalhos, resenhamos New Crown, o então disco novo do Wolfmother. Na época, o disco recebeu algumas críticas negativas mundo afora, por conta de um certo amadorismo da banda na pós-produção. Parecia tudo inacabado, ou lançado às pressas. De nossa parte, fizemos uma análise positiva, pois considerávamos a questão da banda estar retomando a carreira após ter anunciado o término da banda, no ano anterior.

Em New Crown, a visceralidade e os bons riffs ainda estavam presentes, assim como a inconfundível voz de Andrew Stockdale. Obviamente, aguardávamos os trabalhos seguintes para avaliar o que o Wolfmother poderia entregar para o seu público seguidor: se mais do mesmo (e ainda assim, muito bom) ou se trariam alguma coisa nova para a sonoridade da banda.

Ao ouvir Victorious, podemos dizer que há um pouco das duas coisas. Continuamos a ter riffs bem interessantes, e a boa performance vocal de Andre Stockdale. A fórmula do hard rock flertando com o stoner rock continua bastante presente no novo disco. “The Love That You Give”, “Baroness” e “Gypsy Caravan” (terceiro single do disco) trazem essa verve contagiante e guitarreira, que impulsionou a banda para o sucesso no álbum de estreia, em 2005.

“Eye Of the Beholder” a faixa que encerra o disco, tem uma pegada mais stoner rock que as anteriores citadas, e lembra muito o Queens of The Stone Age. Ainda que as músicas sejam boas, isso não significa que a banda tenha conseguido alcançar aquela categoria do álbum homônimo, lançado no ano de 2005. Para quem já conhece a banda, as músicas não decepcionam, mas poderiam ser melhores.

wolfmother victorious2

E o que há de novidade? O que há de novidade é um certo ar do hard rock da década de 80 em Victorious. Nos outros discos, fica evidente que o hard rock que influenciou a banda está mais na década de 70, sendo boas referências o Black Sabbath e Led Zeppelin. Neste disco, o Wofmother desenvolve, em duas canções, uma sonoridade mais próxima do pop. “Pretty Peggy” lembra uma baladinha de hard rock da década de 80 qualquer, com o já manjado coro no meio da música, algo como “To Be With You” do Mr. Big. “Best of a Bad Situation” também tem uma pegada pop, que pode lembrar algumas canções do Bon Jovi e Skid Row.

Estas são as duas músicas que apresentam as maiores transformações da banda, de um disco para o outro. Não sei o que os outros ouvintes regulares do Wolfmother acharam destas últimas canções mencionadas, mas o resenhista que vos digita achou ambas esquecíveis, e prefere ficar com a parte mais hard e stoner rock do Wolfmother, que continua válida.

Ou seja, disco novo é ok, mas tem ressalvas. Aguardemos os próximos.

wolfmother victorious3

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3 comentários em “Wolfmother – Victorious (2016)

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