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Mahmundi – Mahmundi (2016)

Um mundo de hits poderosos

por brunochair

Marcela Vale, 29 anos. O mundo de Marcela? Mahmundi. A artista, desde os nove anos de idade, possui contato estreito com a música. Primeiro, num ambiente gospel, Mahmundi criou habilidade para tocar diversos instrumentos e a fazer os primeiros arranjos para música. E assim foi, por muito tempo. O universo gospel tornou-se pequeno para o mundo de Marcela, e assim começou a incursão de Mahmundi por outros caminhos musicais, referências e impressões sobre a vida.

Uma experiência de vida que surtiu grande efeito sobre o mundo de Marcela foi o trabalho como técnica de som no Circo Voador. Este trabalho possibilitou a artista conhecer a árdua e irreconhecida labuta de quem está atrás dos palcos, suando para que tudo possa correr bem. Ao mesmo tempo, Mahmundi pôde ter contato com muitos artistas de renome, como é o caso do baixista e produtor musical Liminha.

Aos 29 anos, o primeiro álbum. Fruto de um mundo vivido, o mundo de Marcela. Sem qualquer pressa, Mahmundi foi lançando singles em EP’s e desde 2012 vem angariando muitos elogios pelo seu trabalho. Além de elogios, prêmios – como o de Nova Canção no Prêmio Multishow de 2014. Sem pressa e sem medo, cinco das dez canções que compõem este álbum homônimo estavam nesses EP’s antigos, e receberam nova roupagem. No mundo de Marcela, há espaço para reinvenções.

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Como já dito, são dez as canções de Mahmundi. Dez faixas poderosíssimas, fruto de muito suor e dedicação em busca de uma perfeição do pop. Mahmundi tem como influência Phil Collins, que na década de 80 tornou-se um dos artistas mais comprometidos nessa louca procura pelo pop perfeito. Some-se ao Phil Collins influências do synthpop oitentista, do r&b e a cantoras brasileiras como Rosana e Marina Lima, e as internacionais Sade Adu (da banda Sade) e Des’ree.

Mahmundi também nos faz lembrar Claridão, disco de estreia do Silva. Ambos os discos soam modernos, ainda que impregnados de anos 80 e 90. Em Mahmundi, essas influências são reelaboradas para o momento presente, e criam uma atmosfera que consegue soar, a um só tempo, um disco de música nacional e internacional. Mahmundi avançou nessa fronteira (que a muitos parecia intransponível) com grande maestria. Fruto também do perfeccionismo, qualidade e acabamento de todas as dez canções que integram este début da artista.

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São quarenta minutos de mais deliciosa música. Detalhe para duas canções que foram retrabalhadas: “Desaguar” é puro veraneio, guitarreira, uma mistura de “Easy Lover” do Phil Collins com Marina Lima. Já “Quase Sempre” é uma balada que inicia numa vibe floydiana e possui uma interpretação de Mahmundi ao estilo da Marisa Monte. Enfim, são muitos mundos em um só disco, que devem fazer sentido ao ouvido de muita gente. Vale (e muito!) conhecer o mundo de Marcela.

Outras músicas: “Azul”, “Eterno Verão”, “Sentimento”.

1 comentário em “Mahmundi – Mahmundi (2016)

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