2016 MPB Nacional Rock samba

Casuarina – 7 (2016)

Sétimo álbum do grupo carioca traz o samba equilibrado entre o passado, presente e futuro.

por brunochair

Se você acompanha a nova geração do samba brasileiro, com certeza conhece ou pelo menos já ouviu falar do Casuarina. A banda foi criada em 2001 no Rio de Janeiro, e ganhou notoriedade através das rodas de samba que promoviam na Lapa, região boêmia do Rio de Janeiro. Aos poucos, o quinteto alcançou uma legião de seguidores significativa, e por conta disso começaram a lotar a Fundição Progresso, em seus shows.

Conheci o Casuarina através do MTV Apresenta: Casuarina (2009), que resultou na gravação de um show promovido pelo grupo na Fundição Progresso. Foi um ótimo cartão de visitas para conhecer a banda, que conseguia reunir artistas tão distintos quanto Moska, Frejat, Wilson Moreira e Emmanuele Araújo. Neste ao vivo, o grupo conseguiu provar a habilidade na releitura de músicas como “Rosa Morena” e “Canto de Ossanha”, ao mesmo tempo que apresentavam algumas canções autorais de bastante qualidade, como “Certidão”.

Percebe-se o quanto o quinteto carioca procura este equilíbrio entre a releitura de sambas antigos e a música autoral. Tanto é que 7, disco do qual falaremos agora, é totalmente autoral, e sucede No Passo de Caymmi (2014), gravado apenas com releituras de canções de Dorival Caymmi. As treze canções que integram 7 foram escritas por algum dos componentes do grupo, seja em parceria ou assinando sozinho. Ou seja, o Casuarina quer ser conhecido tanto pelo resgate de sambas e bambas antigos, mas também pelo seu trabalho próprio, criativo.

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foi quase inteiramente gravado em um estúdio em uma fazenda no interior de SP (Gargolândia), em fevereiro deste ano. “Queira ou não queira”, a última música do disco, foi gravada no RJ no fim de 2015, e lançado como single do que viria a ser o disco novo. O álbum também apresenta equilíbrio entre os sambas: gafieira, samba-canção, e claro, a força do samba de roda. Porém, fica evidente o quanto o grupo consegue trazer elementos distintos para a sonoridade: a música “Ambidestra”, a primeira do álbum, tem um arranjo bastante moderno, e apresenta algo totalmente inédito para o Casuarina, alternando entre o samba e o blues (sim, sem guitarra).

Aliás, a presença do baixo e do piano em dão um toque bastante particular a este disco. Outra música que chama a atenção é “Eu Já Posso Me Chamar Saudade”, MPB marcada pelo dueto de Maria Rita e João Cavalcanti.”Quiproquó” é um samba bem gostoso, talvez a música mais apreciada por mim. Enfim, o Casuarina continua desenvolvendo um trabalho interessantíssimo para o samba e a música popular brasileira – equilibrando-se entre o passado, presente e futuro.

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