2016 Pop punk Resenhas Rock

Blink 182 – California (2016)

Com California, O Blink 182 voltou ao topo das paradas. Como isso foi possível?

por brunochair

Escrevo esta resenha dezoito dias após o lançamento oficial do sétimo álbum da carreira do Blink 182, California. Nestes dezoito dias de veraneio no Hemisfério Norte, o disco novo da banda não só foi bem recepcionado pelo fiel público do punk pop, como alcançou o primeiro lugar das paradas americanas (Billboard 200) e também das paradas europeias. Um desempenho que surpreendeu até mesmo os próprios integrantes. E há explicação para este sucesso? Vamos tentar entender, nos próximos parágrafos.

blink 182 california2.jpg

Em janeiro do ano passado, Tom Delonge –  guitarrista e vocalista da formação original do Blink 182 – foi desligado do grupo pelos outros dois integrantes, Mark Hoppus e Travis Barker. A sua saída colocou em xeque o futuro do Blink, mas não por muito tempo: em questão de dias, Mark e Travis anunciaram Matt Skiba (Alkaline Trio) como novo guitarrista e vocalista da banda.

Tom Delonge vinha tentando introduzir, desde o álbum Neighborhoods (2011), sonoridades e temáticas bem distintas daquelas que fizeram o Blink 182 ganhar reconhecimento internacional. O disco de 2011 vendeu até bem, mas foi considerado confuso pelos críticos, e fraco – pelos fãs. Sem Delonge, Mark e Travis puderam reunir a atenção em uma sonoridade mais voltada para o que o grupo fazia em início de carreira.

E isso ficou bastante evidente, com o lançamento do álbum California. O bom e velho (?) pop punk está de volta, ainda que os seus integrantes não sejam lá os mesmos jovens de outrora. No entanto, o disco tem o mesmo frescor e as mesmas temáticas de quinze anos atrás: a irreverência, as bebedeiras, os amores adolescentes, os vários na na na no decorrer das canções. O pop do punk pop ficou ainda mais evidente, em California. Há que se ressaltar o bom trabalho do baterista Travis Barker, mais uma vez. O disco não é completamente pop em razão da sua condução, que dá um aspecto mais visceral a tudo.

Outro atrativo é o substituto de Delonge, Matt Skiba. O novo integrante não decepciona, e faz uma dobradinha interessante com Mark nos vocais. Ambos possuem um timbre bastante parecido, e é o que distancia do Blink antigo, já que a voz de Delonge é muito mais aguda, o oposto de Mark. Ou seja, o que poderia ser uma grande distinção para com o passado, não é: no fim das contas, fica parecendo que Mark Hoppus canta o disco inteiro.

blink 182 california3.png

Enfim, o segredo deste sucesso do Blink 182 talvez seja buscar uma sonoridade que um dia os destacou, no cenário mundial – uma autorreferência. Nenhuma mudança brusca, como a que o Green Day promoveu com American Idiot em 2004 – promovendo uma ópera rock em que a característica de crítica política e social (antes inexistentes no Green Day) apareceram, com destaque. Não: California é rigorosamente tudo o que o público fiel ao Blink 182 e ao punk pop queriam ouvir. Não espere mudanças, amigo. É o bom e velho (?) Blink de sempre. E essa é a explicação do sucesso de vendas.

Músicas: “She’s Out Of Her Mind”, “Teenage Satellites”, “Sober”.

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1 comentário em “Blink 182 – California (2016)

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