2016 Indie Pop r&b Resenhas Soul

Mild High Club – Skiptracing (2016)

Alex Brettin relaxou, e trouxe consigo uma verve setentista para este novo álbum

por brunochair

Conhecido no mundo musical por estar presente em bandas de artistas como Marc DeMarco e Ariel Pink, o guitarrista Alex Brettin criou o seu próprio grupo. Assim, ele consegue criar a musicalidade que o agrada e o inspira, ainda que bastante influenciado por esses dois artistas citados acima. O slacker rock está muito presente em Timeline, seu primeiro disco, lançado em 2015; e está presente também em Skiptracing, lançado mês passado nas plataformas virtuais de música.

Timeline é um álbum interessante, por fazer essa ponte entre estas referências contemporâneas e físicas, mas também dava importância a resgatar certas influências de rock psicodélico de fins de 60/início dos 70 – como Jim Croce e Todd Rundgren. É um disco gostoso e lento, mas parece um pouco engessado de um ponto de vista criativo, já que Brettin ficou muito preso a um conceito e não conseguiu se soltar.

Skiptracing já nos traz um compositor muito mais relaxado. Ele gosta mais, arrisca mais e parece estar muito mais à vontade com tudo. A psicodelia escorre pelas músicas da mesma forma que escorreu no disco antecessor, mas consegue soar mais descolado, eclético e divertido. Alex Brettin desenvolve uma sonoridade mais setentista aqui, com colagens e passagens próximas ao jazz e a black music – lembrando bastante o que o Tame Impala e o Bibio, cada qual da sua forma, procuraram fazer em seus últimos álbuns.

mild high club skiptracing2.jpg

A guitarra dá também espaço para o sintetizador, teclados e baixo; o vocal deixa de ter apenas delay e reverb e ganha um caráter mais natural, em certos momentos até com backing vocals, como é o caso de “Skiptracing”. E, já que falamos das canções do disco, esta é a grande música do disco – podendo facilmente figurar em uma lista das melhores do ano. Em seguida, temos “Homage”, “Carry Me Back” e “Tesselation”, que mantém um excelente nível.

“Head Out” e “Kokopelli” são ok, mas a partir de “Whodunit?” (a sétima música) o disco parece perder bastante em qualidade. São onze músicas, e a parte final realmente nos faz acreditar que talvez o álbum pudesse ter passado por um tempo maior de maturação. De todo modo, fica evidente o quanto Alex Brettin ampliou sua sonoridade com Skiptracing, e (seguindo a lógica) o seu próximo trabalho será ainda melhor.

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1 comentário em “Mild High Club – Skiptracing (2016)

  1. *mac demarco

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