Ficção-científica, mundo nerd e Stranger Things. Decisões que criam um universo paralelo e morte. Surrealismo, racismo e feminismo. Esses são alguns dos elementos que marcam a seleção dos melhores clipes de 2017 do Escuta Essa Review. Cada indicação acompanhada por brevíssimos comentários.

1. False Alarm – The Weeknd

É como um first person shooter e Weeknd não esconde um ladinho galhofa. O clipe é frenético, enervante e sem cortes, uma direção que entende tanto de vídeo-game como de cinema. E se quer saber como ele se conecta ao resto dos clipes do canadense, espere até o último frame. Leia a crítica do álbum.

Dir. Ilya Naishuller

2. Nobody Speak – DJ Shadow & Run The Jewels

Uma reunião de cúpula política como todos nós gostaríamos de ver nesses tempos conservadores de pós-verdade, dando a melhor cara aos versos afiados de Killer Mike e El-P.

Dir. Sam Pilling

3. Lazarus – David Bowie

O clipe em que Bowie nos avisou que estava partindo. E o único da lista, mesmo que tivesse 500 indicações, a ser filmado na vertical com propósito estético bem definido. Bowie rompendo barreiras até o fim. Leia a crítica do álbum.

Dir. Johan Renck

4. Up&Up – Coldplay

Pagando tributo na corte de Michel Gondry, Coldplay fez um clipe para lá de especial com sobreposições de imagens. Impossível não sonhar junto da banda. Leia a crítica do álbum.

Dir. Vania Heymann e Gal Muggia

5. Subways – The Avalanches

Bizarro as fuck. Assim como o álbum, o clipe usa animação e psicodelia retrô para fazer uma obra colorida, surreal e que resume o universo do trio australiano The Avalanches. Leia a crítica do álbum.

Dir. Mrzyk & Moriceau

6. Feliz e Ponto – Silva

Belo clipe que deu o que falar ao escancarar a bissexualidade de Silva e até a questão dos relacionamentos abertos e do poliamor. Assista e veja se toca seu íntimo. Leia a crítica do álbum.

Dir. William Sossai

7. PUP – Sleep In The Heat

Uma banda, a estrada e o melhor amigo do homem. Tudo traduzido com o poder do rock de garagem. Participação de Finn Wolfhard, que ficou conhecido pela série Stranger Things, mas apareceu no vídeo de “Guilt Trip”, do PUP, em 2014.

Dir. Jeremy Schaulin-RIoux

8. Lavender – Badbadnotgood (ft. Kaytranada)

Jazzistas canadenses que curtem hip-hop e jogam RPG. A música instrumental – e o clipe – mais nerd desde os épicos do Rush. Leia a crítica do álbum.

Dir. Fantavious Fritz

9. Sleep On The Floor – The Lumineers

O amor a partir do luto. Fofo pra dizer o mínimo e esperto para dizer o máximo, já que o clipe se conecta de forma interessantíssima aos vídeos das músicas “Angela” e “Cleopatra”. Ponto para o The Lumineers.

Dir. Isaac Ravishankara

10. Holy – Zolita

Contra a opressão, contra o patriarcado e poder para as mulheres! Zolita mostra que a busca por liberdade feminista pode ser trágica, mas não é em vão.

Dir. Zolita e Jane Saner

11. Never Ever – Röyksopp (ft. Susanne Sundfør)

DANCE COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ!

Dir. Röyksopp

12. River – Leon Bridges

Um motel, um violão, balões negros no céu, uma camisa manchada de sangue. Com jeito gospel, Bridges usa sua faixa para refletir sobre os recentes conflitos raciais de Baltimore.  Leia a crítica do álbum.

Dir. Miles Jay

13. I’ll Be Around – The Growlers

Para acompanhar a mudança de som da banda, esta faixa dançante ganhou um clipe hospitalar sensacional em que até os fantasmas se divertem.

Dir. Warren Fu

14. Real Thing – Pale Honey

Inspirado na série Stranger Things, essa dupla de meninas suecas fez um clipe despretensioso, divertido e que brinca com os clichês sobre o desconhecido.

Dir. Johan Stolpe

15. Voodoo In My Blood – Massive Attack (ft. Young Fathers)

Você está andando até o metrô da cidade e então uma bola dourada começa a controlar sua mente. Um clipe para mostrar como uma boa atriz, uma boa ideia e uma boa coreografia resultam em algo

Dir. Ringan Ledwidge

Menção + do que especial:

Lemonade – Beyoncé

Não é um vídeo-clipe. É um filme inteiro. Além de falar da própria vida – principalmente sobre um suposto caso fora do casamento que Jay-Z teria tido com uma mulher “de cabelo bom” –, Beyoncé usa o álbum para falar de emancipação feminina, da questão racial e explora vários sentimentos (e sonoridades). Leia a crítica do álbum.

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