Eletronica

Escuta Essa 32 – Nostalgia MTV

Você assistia à MTV? Ou o sinal não chegava até sua TV? Como você conhecia novas bandas?
Brunochair, Gabriel Sacramento e Lucas Scaliza batem um papo com Pedro Molina (Ferozes FC) para discutirem a importância da MTV Brasil em suas formações e descobertas musicais, mas percebem que videogames, o programa Alto Falante (Rede Minas) e groupies foram também importantes nesse processo. A discussão partiu do documentário A Imagem da Música – Os Anos de Influência da MTV Brasil (assista de graça, link abaixo).

Neste episódio tocamos músicas novas de:
Lana Del Rey
Mallu Magalhães
alt-j
Saturndust
Muse
Foster The People

Documentário MTV:

 

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Linkin Park – One More Light (2017)

Disco suave e pop, com produção pouco criativa e um cantor que deixa clara suas limitações

Por Lucas Scaliza

O segredo para curtir One More Light é ouvi-lo como um disco de pop eletrônico comum, como se fosse o primeiro de uma nova banda. Caso você se lembre que quem assina o disco é o Linkin Park, e que já é o sétimo álbum da carreira deles e o mais diferente de todos, a chance de embrulhar o estômago é grande.

Não é que as músicas sejam ruins. Quer dizer, “Heavy”, “Invisible” e “Halfway Right” estão entre as piores canções que a banda já fez, mas “Nobody Can Save Me”, “One More Light” e “Good Goodbye” (que tem participação de Pusha T e Stormzy, mas parece música pop do Jay-Z) têm alguma dignidade. Outras caem na grande vala do lugar comum.

LINKIN-PARK_2

O principal crime de One More Light não é ter trocado o rock ou eletro-rock pelo pop radiofônico, mas constituir-se de sonzinhos e texturas da moda que outros artistas já utilizaram muito tempo antes. “Sorry For Now” parece uma faixa não utilizada por Justin Bieber e “Talking To Myself” coloca uma guitarra para disfarçar que a faixa tem todo o jeitão de eletrônico topzera do David Guetta. “Sharp Edges”, com violões, é a coisa mais fofuxa do disco. Só faltou o ukelele. “Battle Symphony” não tem pressão suficiente e acaba soando açucarada demais no refrão.

Chester Bennington nunca foi um incrível vocalista, mas fazia um trabalho bastante competente ao interpretar as músicas da banda com agressividade, suavidade e emoção, de acordo com o que cada parte das faixas pedia. Neste sétimo álbum, tudo precisa soar mais frágil e mais limpo, e sua voz simplesmente perde o brilho em 80% do trabalho. Caso ouça sem lembrar que se trata do Linkin Park, vai perceber como o vocalista é limitado, mas OK para um primeiro álbum. Mas se se recordar de “Breaking The Habit”, “Faint”, “Numb” e “Crawling” quase tudo em One More Light vai parecer trilha de série adolescente de 24 episódios por temporada que evita qualquer contradição a todo custo.

Há guitarras no trabalho? Há, mas pouco usadas para manter o som característico dos outros álbuns. É importante considerar que a banda foi muito pesada em seu início nu metal, depois entrou em uma fase com maior proeminência dos elementos eletrônicos, e voltou com tudo ao rock pesado e punk no ótimo The Hunting Party (2014). Ou seja, não é como se a banda não tivesse mudado nunca. Porém, a falta das guitarras de Brad Delson farão qualquer fã de verdade do Linkin Park olhar desconfiado para One More Light – enquanto fãs de eletropop radiofônico e redondinho nem vão se dar conta de que esta é uma banda cujo primeiro single, antes ainda de “In The End” estourar, tinha um refrão hiperpesado e intenso, de fazer a molecada sentir a angústia e querer cortar os pulsos 17 anos atrás.

Delson e Mike Shinoda assinam a produção do disco mais uma vez. Shinoda deixa claro que ouviu de Martin Garrix a Skrillex, de Justin Bieber a Halsey, e copiou todos os sonzinhos que são parte da tendência, sem nem mesmo tentar transformar essas ideias em algo que tivesse a cara do Linkin Park. Como cantor mais melódico, Bennington segura as pontas, mas chega uma hora em que fica muito evidente sua limitada capacidade de entregar algo mais ao público. Sorte dele que as músicas são todas bem básicas.

One More Light também é lugar comum como obra em que a banda tenta trabalhar com mais contribuições e participações. Nenhum dos convidados é desafiado a apresentar algo diferente e que acrescente algo a suas discografias, carreiras ou a experiência do ouvinte. O que vemos de Kiiara, Pusha T, Stormzy e todos os outros backing vocals e instrumentistas convidados são apenas mais um “feat.” preguiçoso como 90% dos outros que já pululam por aí todas as semanas.

Das 10 faixas, talvez apenas as duas últimas não sejam boas para o rádio. Se era isso que queriam – como se precisassem sacrificar a identidade por mais popularidade – conseguiram. Contudo, o problema não é o Linkin Park fazer um disco pop. O problema é fazer pop de qualidade e originalidade muito discutíveis.

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Escuta Essa 31 – Harry Styles é a Melhor Surpresa do Ano?

Harry Styles – fora do One Direction e em carreira solo agora – surpreendeu a todos com seu primeiro álbum e discutimos o que ele faz de bom e discutimos: é cocaína ou não é? Não sabe o que a droga tem a ver com a música dele? Mais um motivo para ouvir este podcast.
Falamos também do novo single da banda Astronauta Marinho (de Fortaleza) e conversamos sobre Crack-Up, novo disco do Fleet Foxes, After Laughter, do Paramore, o super EP Missing Link do Nick Murphy (ex-Chet Faker) e botamos Tiê pra tocar. Coloque os fones e dê o play!

00’00”: Abertura
04’06”: Indicações
08’23”: Harry Styles – “Harry Styles”
48’35”: Astronauta Marinho
59’04”: Fleet Foxes – “Crack-Up”
1h16′: Paramore – “After Laughter”
1h34′: Nick Murphy – “Missing Link” (EP)
1h49′: Tiê

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Confira a playlist What The Funk Is Going On!

Escuta Essa 30 – Guardiões da Galáxia: A Incrível Mixtape é Incrível Mesmo!

A segunda aventura dos Guardiões da Galáxia é ainda melhor que a primeira, e isso inclui as músicas na Incrível Mixtape de Peter Quill. Neste episódio discutimos o papel da ótima trilha sonora e coletamos surpreendentes easter eggs que ressaltam a importância da música no filme.

Resenhamos ainda os novos álbuns da banda de stoner metal Mothership, o pop cheio de fusões do Elastic Bond e o novo e complicado disco da canadense Feist. E escolhemos três bandas nacionais independentes (Ozu e Blues Drive Monster, de São Paulo, e Mezatrio, de Manaus) que nos mandaram material para analisar no programa. Coloque os fones e divirta-se!

00’00”: Abertura
03’28”: Guardiões da Galáxia Vol. 2 – a trilha sonora
58’14”: Mothership – High Strangeness
1h08′: Elastic Bond – Honey Bun
1h18′: Feist – Pleasure
1h27′: Ozu / Mezatrio / Blues Drive Monster
1h42′: Steven Wilson

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Mark Lanegan Band – Gargoyle (2017)

Mark Lanegan chega ao 3º capítulo de sua caminha gótica e eletroblueseira

Por Lucas Scaliza

Primeiro, tivemos o blues do funeral. Depois, o rádio fantasma. Agora, um gárgula. A mistura de blues, rock, música eletrônica e nuances góticas de Mark Lanegan chega ao terceiro capítulo com Gargoyle, sempre com referências muito claras da capa ao nome do álbum do que ele pretende.

É impossível cansar de sua voz grave e cavernosa, que acaba virando mais um elemento de textura em sua música, por mais simples que sejam suas melodias. E sua música, por mais previsível que possa parecer, consegue manter o mesmo tom dos álbuns anteriores e não se repetir nunca. “Blue Blue Sea” pode até ser uma canção bucaneira, mas toma ares cósmicos com toda a gama de teclados e sintetizadores que a compõe. E “Nocturne”, “Beehive”, “First Day of Winter” e a instigante “Old Swan” mostram como Lanegan ainda é… o próprio Lanegan, o cantor que você sempre imagina cantando nas sombras de um pub, tomando uma de uísque entre uma canção e outra.

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O mesmo de sempre, mas levemente flexível. Duas das mais interessantes faixas de Gargoyle são quase opostas. “Goodbye To Beauty”, entupida de reverb, é o que há de mais tradicional em termos de expressão em Gargoyle – uma das mais fundamentalmente orgânicas do álbum. Enquanto “Sister” é bem mais sintética e árida. Já “Emperor” é a coisa mais animada que ouvimos dele nos últimos 10 anos.

Embora sombrio, enevoado e grave, Gargoyle não é um disco triste e, como tudo que Mark Lanegan tem feito ultimamente, passa longe de soar monótono. Seja cantando sobre os demônios de cada um, fazendo referências ao passado de vícios em drogas ou usando um humor negro e seco, o álbum segue sempre em frente, sem exigir demais do ouvinte.

Gargoyle encontra eco no rock e na new wave oitentista, guardando paralelos com Joy Division, Echo & The Bunnymen e Depeche Mode. Mas a personalidade do cantor se impõe com força. Daí, “Drunk On Destruction” é o rock que você queria ouvir e “Death’s Head Tattoo”, que abre o disco, é a síntese do que Lanegan tem sido nos últimos anos. Pega suas influências, processa suas origens e junta tudo em novas e boas composições que continuam a ampliar o espectro sonoro de sua longa caminha pela noite urbana.

Escuta Essa 28 – Gorillaz e a festa do Fim do Mundo

Humanz, novo disco do Gorillaz, é uma festa para o fim do mundo neste mundo pós-Trump. Com cinismo, sarcasmo e um fiapo de esperança, a banda virtual fala de problemas reais e atuais. Para nos ajudar a desvendar a importância do álbum, contamos com a participação de João Guilherme Hazin e Júlio César, da fanpage Gorillaz BR. Está imperdível!

E ainda comentamos a emocionante volta de Roger Waters, o que esperar do novo disco do Paramore e a vigorosa nova faixa dos ingleses do Royal Blood. Sem falar na resenha de The Far Field, novo disco do Future Islands que conta com o melhor frontman que você respeita! É só colocar os fones e se divertir (antes que o mundo acabe)!

00’00”: Abertura
03’41”: Gorillaz – “Humanz”
1h03′: Roger Waters
1h18′: Royal Blood
1h31′: Paramore
1h50′: Future Islands – “The Far Field”
2h06′: Hamilton de Holanda & Milton Nascimento

Gorillaz BR no FB: ww.facebook.com/GorillazBrPt/

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Gorillaz – Humanz (2017)

A playlist do fim do mundo é divertida e alucinante, mas os versos são cinicamente amargos, mais uma vez

Por Lucas Scaliza

2-D, o vocalista com olhos vazados. Murdoc Niccals, um baixista com ligações ao oculto. Noodle, a guitarrista japonesa que faz playlist de empoderamento feminino. Russel Hobbs, o baterista americano que às vezes é possuído por algum entidade ou espírito. Eles são a cara da banda virtual Gorillaz, que chegaram à fase quatro de sua existência com Humanz, um disco que tenta capturar mais uma vez o zeitgeist e mostrar o poder da ficção de escancarar o que está bem debaixo do nosso nariz com a maestria de Damon Albarn em coordenar músicos do rock, do pop, do hip hop, do reggae e da música eletrônica e com toda a inventividade de Jamie Hewlett por trás da forte iconografia da marca Gorillaz, que não é apenas uma banda, mas uma grande empresa que passa por diferentes mídias para realmente ser o que é.

“Ascension”, com Vince Staples, inicia a festa do fim do mundo. Na confusão, libido, o fácil acesso a armas e drogas, questões raciais e de desigualdade social. Como já é praxe, questões sérias tomam a forma de uma música frívola, em uma situação descabeçada para retratar o que é não apenas os EUA, mas principalmente os EUA. Afinal, Humanz começou a ser feito antes da corrida presidencial americana de 2016, mas Damon Albarn já pensava em contar essa nova história como se Donald Trump fosse presidente.

“Strobelite”, com Peven Everett, mantém a festa em andamento e denuncia a alienação do prazer. Enquanto tudo vai pelos ares, continuamos vivendo pela strobe light da balada.

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“Saturnz Barz”, com o DJ de reggae jamaicano Popcaan é uma das faixas que melhor define o que é o Gorillaz. Uma das mais originais apostas do álbum, com um parceiro que está galgando espaço no reggae jamaicano e consegue se encaixar tão bem no dancehall e no pop do grupo, estilhaçando as fronteiras dos gêneros musicais. Na letra, Popcaan canta da perspectiva de um indivíduo (ele próprio) que foi criado pela avó, tinha que andar mais de 4 quilômetros até a escola, mas fez uma carreira na música e foi viver o sonho americano, o sonho de possuir “casa, carros e motos”. E quando 2-D canta, deixa claro os problemas financeiros em que se encontra em decorrência do jogo, virando inclusive uma pessoa de mal caráter (debaser) por isso. E o clipe, todo animado em 360º, é um dos marcos não só para o Gorillaz, mas para os clipes musicais do ano.

Ao que me parece, Kelela empresta sua belíssima voz à Terra em “Submission”, para que fale conosco, da forma mais doce que consegue, como está sendo sugada ao ponto de ser impossível manter a humanidade neste pedacinho do mundo. Mas os versos de Danny Brown, claramente falando sobre seu problema com drogas, me fazem pensar que pode ser uma faixa sobre algo diferente, com Kelela chamando a atenção para situações humanas que podem ser pensadas como becos sem saída.

O mundo não pode acabar sem que algumas almas sejam levadas daqui. A pop “Andromeda” (com D.R.A.M, um cara ascendente no R&B) lida com a morte, citando Bobby Womack, que contribuiu com o single incrível de “Stylo” de Plastic Beach (2010) e da morte de Ethel, mãe de sua companheira. No meio disso tudo, ele lembra da Andromeda, uma boate em Essex onde se tocava soul music e um lugar para onde se podia ir e curtir de verdade, deixando porta afora os problemas da vida.

“Busted and Blue”, uma das melhores do álbum, sem participação especial (Ok, tem backing vocals da Kelela), totalmente cantada por 2-D, é, para mim, o ponto de virada mais expressivo de Humanz. A produção reproduz com competência a contemplação espacial de 2-D refletindo sobre a origem do mundo e a forma como todos viraram antenas com a internet. Até “Andromeda”, tudo o que ouvimos tem uma forma leviana, alegremente chapada e cínica, considerando que todas as situações ocorrem a beira do precipício. A partir de “Busted and Blue”, as músicas se tornam mais lúgubres e sombrias.

Não apenas a faixa é mais pesada, mas “Carnival” traz Anthony Hamilton colocando Humanz no contexto do apocalipse de vez. “Oh, não vi a glória/ Chegando pra valer / E jogamos / Jogamos, jogamos, jogamos como se fosse carnaval / Jogo, risada, piada / Rodopiando como se fosse carnaval”. A cantora gospel americana Mavis Staples e o rapper Pusha T aprofundam o buraco na dark “Let Me Out”, subvertendo o significado de mudança, que se uma vez era uma palavra usada para nos levar a algo melhor, neste mundo (ou nestes EUA) governado por um agente do Juízo Final, é uma palavra que exala preocupação. “A mudança está vindo/ Melhor estar preparado pra ela”, canta Mavis, ao que 2-D responde: “Algo que comecei a temer está prestes a mudar de forma/ É, é, é, os tempos estão mudando/ Mas não vou me cansar, não”. Em seguida, “Sex, Murder and Party”.

Se as referências diretas a Obama e Trump acabaram substituídas por sons de buzinas na mix final de Humanz, pelo menos “Hallelujah Money” entrou inteira e sem cortes no álbum. Uma das músicas mais diferentes que o Gorillaz já fez, com participação do poeta e músico Benjamin Clementine, é um ataque irônico certeiro aos EUA de Trump, à política que se resume a um balcão de negócios e ao poder de quem tem mais verdinhas no cofre.

O caminhão de participações especiais são marca registrada do Gorillaz, mas enquanto tudo parecia totalmente sob controle de Damon Albarn, no campo musical, em Demon Days, em Humanz elas soam mais libertinas, mais donas de si, mais absorvidas pela banda do que geradas dentro do projeto do grupo. O lado ruim disso é que fica evidente como o Gorillaz, como banda, é uma grande ficção mal disfarçada e 2-D é nosso único ponto de contato real com os quatro virtuais. Noodle, a guitarrista, deve ter assumido de vez os sintetizadores, por além de “Charger”, as seis cordas não são definitivas em mais nenhuma outra faixa. Mas o lado bom disso é que os convidados sentem-se tão à vontade que temos performances memoráveis de quase todos eles, mas em especial de Staples, Kelela, Mavis, Clementine, Popcaan e Jehnny Beth. Eles preenchem o álbum com a alma, o cinismo e a crítica que faz do Gorillaz o fenômeno artístico que são.

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Assim como Demon Days, Humanz é uma longa e diversificada crítica ao mundo em que vivemos. Mas enquanto Demon Days escrutinava a cultura contemporânea, Humanz toma um fato real (eleição presidencial), a converte em ficção no universo do Gorillaz e empresta histórias reais de seus participantes para devolver uma obra que consegue problematizar como agimos e como escolhemos ser mesmo quando o mundo que conhecemos parece absurdo demais. E como sempre, a banda usa uma multiplicidade de linguagens para isso: vídeos, rede social, música, apps, shows, entrevistas, storytelling, marketing e o cinismo de fazer músicas com alto poder de penetração pop que, na verdade, narram a decorada de nossa vida, nossa hipocrisia, nossos descaminhos.

A única faixa verdadeiramente positiva de Humanz – e outra das minhas preferidas – é a última, “We Got The Power”. É quando o grupo afirma o poder das ações e intenções humanas, da união e da bravura para passar pelas tribulações. Jehnny Beth, da Savages, faz uma das melhores participações do álbum e o cativante refrão une pela primeira vez Damon Albarn e Noel Gallagher, já distantes da competitividade dos anos 90.

Como Saturnz Barz nos lembra, com o mundo espelhado, Gorillaz é uma banda virtual que conta histórias de pessoas do mundo real. E dessa vez, sem querer, previu como nosso mundo estaria. Só a festa do fim do mundo não foi organizada pelo Facebook ainda. Ou será que já estamos vivendo ela e nem reparemos?