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Escuta Essa 31 – Harry Styles é a Melhor Surpresa do Ano?

Harry Styles – fora do One Direction e em carreira solo agora – surpreendeu a todos com seu primeiro álbum e discutimos o que ele faz de bom e discutimos: é cocaína ou não é? Não sabe o que a droga tem a ver com a música dele? Mais um motivo para ouvir este podcast.
Falamos também do novo single da banda Astronauta Marinho (de Fortaleza) e conversamos sobre Crack-Up, novo disco do Fleet Foxes, After Laughter, do Paramore, o super EP Missing Link do Nick Murphy (ex-Chet Faker) e botamos Tiê pra tocar. Coloque os fones e dê o play!

00’00”: Abertura
04’06”: Indicações
08’23”: Harry Styles – “Harry Styles”
48’35”: Astronauta Marinho
59’04”: Fleet Foxes – “Crack-Up”
1h16′: Paramore – “After Laughter”
1h34′: Nick Murphy – “Missing Link” (EP)
1h49′: Tiê

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Confira a playlist What The Funk Is Going On!

Escuta Essa 30 – Guardiões da Galáxia: A Incrível Mixtape é Incrível Mesmo!

A segunda aventura dos Guardiões da Galáxia é ainda melhor que a primeira, e isso inclui as músicas na Incrível Mixtape de Peter Quill. Neste episódio discutimos o papel da ótima trilha sonora e coletamos surpreendentes easter eggs que ressaltam a importância da música no filme.

Resenhamos ainda os novos álbuns da banda de stoner metal Mothership, o pop cheio de fusões do Elastic Bond e o novo e complicado disco da canadense Feist. E escolhemos três bandas nacionais independentes (Ozu e Blues Drive Monster, de São Paulo, e Mezatrio, de Manaus) que nos mandaram material para analisar no programa. Coloque os fones e divirta-se!

00’00”: Abertura
03’28”: Guardiões da Galáxia Vol. 2 – a trilha sonora
58’14”: Mothership – High Strangeness
1h08′: Elastic Bond – Honey Bun
1h18′: Feist – Pleasure
1h27′: Ozu / Mezatrio / Blues Drive Monster
1h42′: Steven Wilson

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Escuta Essa 29 – Criolo: Favela, samba e comentário social na Espiral de Ilusão

Neste episódio, o trio do Escuta Essa Review passa a limpo Espiral de Ilusão, novo disco em que o rapper paulistano Criolo se entrega de corpo e alma ao samba, misturando crônicas do cotidiano da favela com personagens da comunidade e comentários sociais bem encaixados.
Há uma homenagem à Belchior, falecido em 29 de abril, e resenhas dos novos discos de John Mayer e da banda dinamarquesa Mew, além de comentários sobre o novo single das californianas HAIM. Você já sabe como funciona: coloque os fones e divirta-se!

00’00”: Abertura e explicações
09’40”: Indicações
16’12”: Homenagem à Belchior
25’28”: Criolo – “Espiral de Ilusão”
53’28”: John Mayer – “The Search For Everything”
1h10″: HAIM
1h26″: Mew – “Visuals”
1h45″: Dan Auerbach

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Escuta Essa 26 – O Show Épico de Kamasi Washington no Brasil

E o grande Kamasi Washington desembarcou para 4 shows no Brasil. O Escuta Essa Review conferiu as duas apresentações em São Paulo e conta como foram, quem chorou, quem suou, quem dançou e qual é a grande sacada desse renovador do jazz ao vivo. Também conferimos o show do Opeth em São Paulo e contamos como o público abraçou a banda mais uma vez!
Neste episódio falamos ainda da exposição de arte de Yoko Ono, tentamos chegar a um veredito sobre Automaton, o disco que marca a volta do Jamiroquai, falamos do EP de folk fofo da Chell e das novas músicas de Marcelo D2, da banda de rock inglesa Anathema e dos “Fora Temer” no telão do Saul Williams. Coloque os fones e divirta-se!

00’00”: Abertura
05’51”: Indicações + Yoko Ono
13’28”: Kamasi Washington + Saul Williams em SP
47’31”: Opeth em SP
1h00: Jamiroquai – “Automaton”
1h17: Chell
1h27: Marcelo D2
1h36: Anathema

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O “pixo” na exposição da Yoko Ono

Escuta Essa 25 – Mastodon: O novo disco e a relevância para o heavy metal

Chegou a hora de falarmos de duas coisas pesadas: o heavy metal vigoroso do Mastodon e a doença que virou o tema de seu novo álbum, “Emperor Of Sand”. Bruno, Gabriel e Lucas discutem a qualidade e relevância do disco na cena metaleira atual. Também comentam as inovações do Gorillaz, resenham “Detachment”, álbum da banda italiana de prog rock Barock Project, o disco “Brazil” da jovem islandesa JFDR e o disco “Voá”, do brasileiro Momo, com produção de Marcelo Camelo. E para fechar tão animado quanto a abertura, a nova do At The Drive-In. Já está com os fones? Então dá play e divirta-se!

00’00”: Abertura
03’13”: Kanye West, Spotify e Universal
12’29”: Indicações
18’50”: Mastodon – “Emperor Of Sand”
37’06”: Gorillaz
51’47”: Barock Project – “Detachment”
1h14″: JFDR – “Brazil”
1h23″: Momo – “Voá”
1h41″: At The Drive-In

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Escuta Essa 24 – E do Brasil! Vol. 1 – Um episódio todo nacional

Neste episódio só falamos de música e músicos brasileiros. Todos contemporâneos, é claro. Tem uma discussão sobre “São Paulo Não é Sopa” do Aláfia, a volta do Ludovic e o embate entre a veia tradicional e modernosa da mineira Luiza Brina e o Liquidificador e seu lindo “Tão Tá”. Falamos também do Nublu Jazz Festival 2017, que ocorre em abril nos Sescs Pompeia e São José dos Campos e entrevistamos o músico Sergio Machado, que além de tocar com o Metá Metá, vai se apresentar no Nublu com seu projeto solo, o viajante, nostálgico e até ruidoso Plim. Coloque os fones e sinta a diversidade da música brasileira em 2017!

00’00”: Abertura
03’54”: Indicações
08’10”: Aláfia – São Paulo Não É Sopa
33’24”: Plim e entrevista com Sérgio Machado
58’11”: Nublu Jazz Festival 2017
1h03″: Luiza Brina – Tão Tá
1h20″: Ludovic
1h28″: Serena Assumpção

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Plim: www.plimmusic.com
Nublu Jazz Festival 2017: goo.gl/efalBY
Foto da capa: Flávia Mafra

nublujazzfestival2017

Momo – Voá (2017)

Voá é o voo mais maduro de Momo

por brunochair

A observar o céu azul de Lisboa, telhados, sentidos e sentimentos de si e dos outros, Marcelo Frota (Momo) decidiu fincar suas desapegadas raízes por ali, por algum tempo. Ele, cidadão do mundo, nascido no Estado de Minas Gerais, já viveu nos Estados Unidos e Angola, passou bons anos no Rio de Janeiro e agora está no além mar, no contra-fluxo dos navegadores, em busca de novas inspirações e olhares. Seguiu o exemplo do casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, que decidiram por uma vida mais comum, transbordando-a de outros significados.

Voar não é apenas um estado concreto de possibilidade, como a faculdade das aves de lançarem-se aos céus – de Lisboa, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais. Voar possui também um sentido metafórico: é poder observar de cima (sem soar pedante, por favor), é estar e não estar, e poder extrair dela outras significações. Voar é lambuzar-se de coragem, ir além do trivial. Sufocar a inação, e só parando se for para contemplar o que se põe à vista naquele exato tempo/espaço. Voá é isso. É um recorte das experiências de Momo – do seu momento contemplativo em Lisboa, das suas parcerias de vida, desse olhar além do cômodo. Trata-se de um cenário reflexivo, sim. Triste? Não neste caso. Voá é um disco alegre, confortante de ouvir, como se o artista estivesse confidenciando sensações e histórias a um velho amigo.

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Um compositor que ajudou-o de forma muito intensa nas letras foi o irmão de Marcelo Camelo, Thiago. O irmão mais novo do ex-hermano é jornalista, mas tem se destacado na carreira de escritor e compositor. A parceria Momo/Thiago foi responsável pelas músicas “Pensando Nele”, “Roseiras”, “Alvoreço”, “Esse Mar”, “Meu Menino”. Além de Thiago, Momo também contou com as participações da cantora portuguesa Rita Redshoes na música “Mimo”, e Wado, o parceiro de várias canções e momentos, aqui representada na criação de “Nanã”. Além de Rita Redshoes, temos a presença de outro nativo das terras do além mar: Camané, que dá voz e corpo à música (fado) “Alfama”.

Ao ouvir as canções com o cuidado que merecem, não há como dizer que Voá não seja o voo mais maduro de Momo. Obviamente que a elegância e o minimalismo do artista em reproduzir suas canções é algo singular e já existente em sua discografia, mas aqui parecem aquilatadas – talvez pelo trabalho de produção de Marcelo Camelo. A voz de Momo transita pela harmonia com mais transparência e contundência, e os diversos estilos tornam o disco multicultural, portador de vários caminhos. Há bossa-nova, há samba triste, há fado, música em inglês, Mallu Magalhães quase imperceptível em “Nanã”, requinte quando se pede requinte e simplicidade quando se pede simplicidade.

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Enfim, em Voá está tudo bem direcionado – letras, sensações, experiências, musicalidade. Os ares de Lisboa parecem estar fazendo bem a Momo, assim como os voos sempre fizeram. Trata-se de um ótimo disco brasileiro, lisboeta, carioca, dos ares e de voos, concretos e metafóricos. Pode contemplar.