Nacional

Escuta Essa 32 – Nostalgia MTV

Você assistia à MTV? Ou o sinal não chegava até sua TV? Como você conhecia novas bandas?
Brunochair, Gabriel Sacramento e Lucas Scaliza batem um papo com Pedro Molina (Ferozes FC) para discutirem a importância da MTV Brasil em suas formações e descobertas musicais, mas percebem que videogames, o programa Alto Falante (Rede Minas) e groupies foram também importantes nesse processo. A discussão partiu do documentário A Imagem da Música – Os Anos de Influência da MTV Brasil (assista de graça, link abaixo).

Neste episódio tocamos músicas novas de:
Lana Del Rey
Mallu Magalhães
alt-j
Saturndust
Muse
Foster The People

Documentário MTV:

 

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Escuta Essa 31 – Harry Styles é a Melhor Surpresa do Ano?

Harry Styles – fora do One Direction e em carreira solo agora – surpreendeu a todos com seu primeiro álbum e discutimos o que ele faz de bom e discutimos: é cocaína ou não é? Não sabe o que a droga tem a ver com a música dele? Mais um motivo para ouvir este podcast.
Falamos também do novo single da banda Astronauta Marinho (de Fortaleza) e conversamos sobre Crack-Up, novo disco do Fleet Foxes, After Laughter, do Paramore, o super EP Missing Link do Nick Murphy (ex-Chet Faker) e botamos Tiê pra tocar. Coloque os fones e dê o play!

00’00”: Abertura
04’06”: Indicações
08’23”: Harry Styles – “Harry Styles”
48’35”: Astronauta Marinho
59’04”: Fleet Foxes – “Crack-Up”
1h16′: Paramore – “After Laughter”
1h34′: Nick Murphy – “Missing Link” (EP)
1h49′: Tiê

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Confira a playlist What The Funk Is Going On!

OutroEu – OutroEu (2017)

Disco apresenta momentos de beleza, mas esbarra na monotonia

Por Gabriel Sacramento

Bandas egressas de programas de calouros, como o Superstar da Globo, têm um grande desafio a enfrentar: trabalhar para tornar a banda um negócio sério, digno de respeito como um grupo capaz de ser muito mais do que aquilo que apresentaram na TV.

Recentemente, o programa revelou diversos grupos e temos visto como cada um se adequa ao mercado fonográfico – alguns com mais facilidade, outros nem tanto. Em suma, as bandas devem se levar a sério, para que os ouvintes as levem a sério também.
Isso de se levar a sério e seguir na – muita vezes espinhosa – estrada da música é mais difícil ainda para bandas como Jamz e OutroEu, que foram formadas especificamente para o programa. Com o término deste, fica o questionamento se o grupo realmente terá fôlego para continuar.

outroeu_Outroeu_2017

Bem, o OutroEu continuou. Acabou de lançar o seu primeiro álbum auto-intitulado, trazendo uma sonoridade orientada ao folk – com proeminência de violões -, mas com um quê muito forte de pop.

A faixa de abertura é um dos singles e uma das primeiras faixas originais que eles tocaram no programa global. É uma boa introdução ao que vamos ouvir ao longo do disco, com folk fofo e simples. Em seguida, temos “Zade”, com uma bela melodia de guitarra, que acaba sendo a melodia vocal também. Percebemos beleza na faixa, mas o problema é que ela é arrastada e não engata. “O que te faz Feliz” segue na mesma ideia, sendo prejudicada também pela falta de um pouco de energia.

O som do OutroEu lembra muito o do Tiago Iorc. Principalmente no lado folk e na forma como o estilo é manipulado para criar atmosferas tranquilas e suaves que visam tirar toda a tensão de quem estiver ouvindo. Também se parece muito com os Arrais, principalmente nas melodias belas e na conexão simbiótica entre instrumental e vocal. Porém, mesmo que soe bonito em momentos mais inspirados, o conjunto do álbum é fraco, pois não empolga e nem se esforça para surpreender ao longo da audição. Ou seja, a banda não concede opções aos ouvintes, impondo sempre a mesma fofura confortável.

OutroEu é um álbum fácil e tranquilo de ouvir e de entender. Por um lado, isso é bom, pois delimita bem a identidade e a marca sonora da banda. Mas é por isso também que ele falha. Acaba sendo fácil demais e o ouvinte se sente um tanto desmotivado a continuar, já que rapidamente saca a identidade sonora. A banda se arrisca pouco e ficamos com a sensação de que falta muito para que o disco seja memorável. Além disso, dentro do folk pop que se propõe a fazer, não apresenta nada acima da média.

A banda ainda tem muito a fazer. Este primeiro álbum foi uma declaração de que eles estão dispostos a continuar depois da experiência na TV. Resta agora um pouco mais de ousadia e uma renovação sonora para reparar os erros e seguir em frente.

Escuta Essa 30 – Guardiões da Galáxia: A Incrível Mixtape é Incrível Mesmo!

A segunda aventura dos Guardiões da Galáxia é ainda melhor que a primeira, e isso inclui as músicas na Incrível Mixtape de Peter Quill. Neste episódio discutimos o papel da ótima trilha sonora e coletamos surpreendentes easter eggs que ressaltam a importância da música no filme.

Resenhamos ainda os novos álbuns da banda de stoner metal Mothership, o pop cheio de fusões do Elastic Bond e o novo e complicado disco da canadense Feist. E escolhemos três bandas nacionais independentes (Ozu e Blues Drive Monster, de São Paulo, e Mezatrio, de Manaus) que nos mandaram material para analisar no programa. Coloque os fones e divirta-se!

00’00”: Abertura
03’28”: Guardiões da Galáxia Vol. 2 – a trilha sonora
58’14”: Mothership – High Strangeness
1h08′: Elastic Bond – Honey Bun
1h18′: Feist – Pleasure
1h27′: Ozu / Mezatrio / Blues Drive Monster
1h42′: Steven Wilson

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Escuta Essa 29 – Criolo: Favela, samba e comentário social na Espiral de Ilusão

Neste episódio, o trio do Escuta Essa Review passa a limpo Espiral de Ilusão, novo disco em que o rapper paulistano Criolo se entrega de corpo e alma ao samba, misturando crônicas do cotidiano da favela com personagens da comunidade e comentários sociais bem encaixados.
Há uma homenagem à Belchior, falecido em 29 de abril, e resenhas dos novos discos de John Mayer e da banda dinamarquesa Mew, além de comentários sobre o novo single das californianas HAIM. Você já sabe como funciona: coloque os fones e divirta-se!

00’00”: Abertura e explicações
09’40”: Indicações
16’12”: Homenagem à Belchior
25’28”: Criolo – “Espiral de Ilusão”
53’28”: John Mayer – “The Search For Everything”
1h10″: HAIM
1h26″: Mew – “Visuals”
1h45″: Dan Auerbach

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Vanguart – Beijo Estranho (2017)

Do ponto mais alto da cidade vazia, o Vanguart espalha sua música com Beijo Estranho

Por Eder Albergoni

Música é, na maior parte do tempo, uma coleção de sons sensitivos e de passatempo corriqueiro. Longe de seus tecnicismos e virtuosismos frequentes, ela nos serve como fator integrante do ambiente, ou seja, de tudo que nos cerca. Fora padrões reconhecidos como culturais, ela geralmente se urbaniza como no nosso dia a dia, no sentido mais próximo possível da interação social. Mas às vezes ela necessita que você se feche nela.

Beijo Estranho, o novo disco do Vanguart, guarda em suas faixas a sensibilidade de imaginar mundos estritamente escondidos ao nosso redor. É como entrar em um casarão colonial, com seus móveis imponentes e brilhantes, bem no centro da cidade mais urbana do planeta, mas completamente vazias. A casa e a cidade. Uma espiral que te leva mais pra dentro e cada nota cantada, tão peculiarmente como sempre faz Hélio Flanders, soa como um piano de cauda reverberando na cidade vazia, a cidade dentro de você.

vanguart_2017

E aos poucos a cidade vazia vai ganhando contornos e cores e vão fazendo mais sentido conforme o mundo de Hélio e companhia avança dentro da sua cidade. A música que dá nome ao álbum não empolga tanto de início, apesar de dar o tom que todo o trabalho adquire. Cabe a “Todas as Cores” mostrar aquilo que, diferente dos discos anteriores, tem notoriamente um frescor otimista.

Então, com a roda montada, Beijo Estranho ergue bandeira e procura o lugar mais alto da sua cidade pra fincá-la. Não é, desde sempre, uma luta pra conquistar um reino, pelo contrário. “Felicidades” é um espelho onde você se vê sangrando numa batalha travada com você mesmo numa versão passada. Talvez também refletindo o que você sentiu enquanto ouvia os discos anteriores.

“E o Meu Peito Mais Aberto que o Mar da Bahia” te puxa da areia movediça e te coloca de novo no centro da sala com o piano de cauda. E o meião do disco te faz perceber que quem toca o piano dessa vez é você. É como se a música fosse se modelando ao nosso pensamento. Seja nas dúvidas e perguntas mais sinceras ou nas confissões que são muito difíceis admitir. Porém a batalha é a mais suave, uma viagem tranquila entre o centro e os subúrbios da sua cidade vazia, que nessa altura já se preenche com as pessoas que trazem com elas alguma forma de crença. “Quente é o Medo” é o ponto sem retorno, aqui a guitarra de David Dafré e o violino de Fernanda Kostchak casam perfeitamente e dançam exatamente onde a bandeira repousa absoluta. Reginaldo Lincoln ainda canta o veredito: “Eu não preciso de mais nada”.

A busca pelo lugar perfeito dentro de você se conclui com Hélio afirmando que o amor é a pancada mais dura que nos guarda o privilégio de permanecer – e nesse caso o amor é tudo que impacta, que causa qualquer estímulo. Ou existir, da forma como nossa cidade puder se aguentar – e nesse caso a cidade é esse lugar que governamos passivamente sempre esperando a próxima pancada. A música é aquilo que ajuda a estancar o sangramento. Na maior parte do tempo ela só precisa começar e a gente encontra um grandioso remédio. Beijo Estranho, mesmo cutucando as feridas, é um ótimo anti-pessimismo.

Escuta Essa 24 – E do Brasil! Vol. 1 – Um episódio todo nacional

Neste episódio só falamos de música e músicos brasileiros. Todos contemporâneos, é claro. Tem uma discussão sobre “São Paulo Não é Sopa” do Aláfia, a volta do Ludovic e o embate entre a veia tradicional e modernosa da mineira Luiza Brina e o Liquidificador e seu lindo “Tão Tá”. Falamos também do Nublu Jazz Festival 2017, que ocorre em abril nos Sescs Pompeia e São José dos Campos e entrevistamos o músico Sergio Machado, que além de tocar com o Metá Metá, vai se apresentar no Nublu com seu projeto solo, o viajante, nostálgico e até ruidoso Plim. Coloque os fones e sinta a diversidade da música brasileira em 2017!

00’00”: Abertura
03’54”: Indicações
08’10”: Aláfia – São Paulo Não É Sopa
33’24”: Plim e entrevista com Sérgio Machado
58’11”: Nublu Jazz Festival 2017
1h03″: Luiza Brina – Tão Tá
1h20″: Ludovic
1h28″: Serena Assumpção

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Plim: www.plimmusic.com
Nublu Jazz Festival 2017: goo.gl/efalBY
Foto da capa: Flávia Mafra

nublujazzfestival2017