Nacional

Pedro Salvador – Pedro Salvador (2017)

Primeiro disco é diverso e seguro

Por Gabriel Sacramento

O toca-tudo alagoano Pedro Salvador decidiu lançar seu primeiro álbum solo, depois de dois lançamentos com sua banda Necro. Na sua banda principal, Salvador fica encarregado do baixo, da guitarra e vocais, engrossando os riffs, melodias e a atmosfera psicodélica. Em seu debut solo, o músico gravou tudo e assumiu até o papel da produção.

Temos que considerar que a ideia de Pedro não foi fazer algo fácil. Ele quis abordar suas influências que vão além do som do Necro, temperando com funk e rocksteady e ainda assim recheando o álbum de interlúdios e passagens instrumentais. Em sua faceta guitarrística, Pedro nos presenteia com ótimos solos livres, leves e soltos, com timbres bem escolhidos. Ele também apresenta uma verve mais prog, psicodélica e retrô. Além disso, um quê de brasilidade em diversos instantes, tornando a obra ainda mais complexa, completa e mais fácil de se identificar com os diversos tipos de ouvintes.

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Em algumas faixas, como “Desgraça na Praça”, o cantor joga o velho e bom rockão na nossa cara, com uma linha de baixo galopante, guitarras giratórias e vocais agudos cheios de efeitos. Quaisquer semelhanças com a atmosfera sonora do Black Sabbath nos anos 70 não são meras coincidências. O clima obscuro e doom segue em “Quilombo de Cimento”, uma faixa cheia de elementos de stoner rock e que parece de fato ter mais de 40 anos de idade. “Canção da Lua” traz muito peso de guitarra-baixo e frases jeff-beckianas. Em “Gênese de Destruição”, Salvador mostra que é um ótimo instrumentista, abrindo mão dos vocais e preenchendo a faixa com solos, um baixo especialmente competente e overdubs espertos. Há uma variedade interessante de instrumentos percussivos na faixa, cooperando e se relacionando bem com as guitarras.

A longa “Canção do Fim” tem uma guitarra funkeada estilo anos 70, vocais falados, um baixo redondo e minutos de sobra para desenvolvimento de excelentes arranjos marcados por diferentes nuances em uma jam instrumental. Nessa faixa, Salvador deixa claro sua faceta de arranjador, o cara que emoldura a música e deixa ela acabadinha. Além de que, a faixa é a melhor demonstração da visão de Salvador do que vem a ser rock progressivo de todas do álbum: ele segue à risca a ideia e progride de arranjo em arranjo, suavemente e cuidando bem das conexões entre eles. Este disco em uma música? “Canção do Fim”, sem dúvida.

Pedro experimenta um som mais reggae/rocksteady em “Bananeira em Flor”, com órgãos que deixam tudo tão assustador quanto qualquer faixa dos Fuzztones. Aliás, ele adora os órgãos e os coloca em muitos momentos do álbum, principalmente nos interlúdios instrumentais “Suíte Microscópica” e “Nostálgica”. Entenda-os como momentos de alívio que o músico proporciona para fazer nossa cabeça espairecer. O fato de Salvador trazer vários trechos curtos de música cria um certo tipo de ansiedade pelas faixas completas e chama ainda mais a atenção para elas.

O músico tenta ideias diferentes, experimenta variáveis, adiciona elementos e chega um composto musical diversificado e redondo. E a produção que ele mesmo fez é excelente. Conseguiu mesclar bem todos os seus talentos, usar para o bem da proposta, deixando as faixas soarem espontâneas, marcantes e agressivas, além de evidenciar a força da coesão entre elas. Se o músico se encontra fazendo um bom trabalho com o trio Necro, seu projeto solo também é digno de atenção. Um disco despretensioso, divertido, criativo e, sobretudo, brasileiro.

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Banda Marília Gabriela – Agora Vai (2017)

Honrando a linhagem cômica do rock nacional

por brunochair

O rock’n roll, por conta da juventude e pretensa liberdade que possui na sua origem, sempre deu margem ao cômico e ao irônico. No Brasil, parece que esses dois ingredientes, unidos, interagem com muita naturalidade. Os exemplos são muitos, de todas as épocas e de todos os tipos: Língua de Trapo, Inimigos do Rei (da Hp, não), Raimundos, Ultraje a Rigor, Baba Cósmica, Virgulóides, Mamonas Assassinas, Pedra Letícia, Velhas Virgens, João Penca e os Miquinhos Amestrados, etc. Desde letras ácidas, irreverentes, palavrões e crônica social*, cada grupo dessa pequena amostra contribuiu, a seu modo, para desenvolver essa linhagem cômica no cenário nacional.

Em 2017 ganhamos um bom referencial para seguir esta linhagem irreverente do rock: a banda Marília Gabriela, e o seu disco Agora Vai. Lançado em 14 de Julho último em todas as plataformas virtuais, o disco prendeu a atenção do resenhista que vos digita (principalmente) pelos seguintes detalhes: ao mesmo tempo que temos um trabalho marcante do power trio, o vocal está muito bem encaixado e perceptível a todo o momento, o que nos faz acompanharmos as letras das músicas com tranquilidade. E aí o grande segredo do grupo, que é casar esse cenário musicalmente interessante com as letras engraçadíssimas.

Comecei a ouvir o disco, pela primeira vez, no trabalho. E acabei rindo alto, o que fez alguns dos colegas de trabalho pararem o que estavam fazendo para entender se eu estava passando bem. Foi um pouco constrangedor, culpa de “Namastrêta” e o seguinte fragmento da canção “sei que as vezes tudo parece difícil/ dá vontade mesmo de entregar a luta/ enfiar a mão inteira no orifício/ e rasgar completamente até a nuca”. Era uma sexta-feira, zilhões de problemas a resolver no trabalho, e… gratidão! A música foi endereçada pra mim! Rir para não chorar. Voadora neles!

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Muitas letras possuem essa irreverência, essa essência libertária e jovial do rock. “Mina tb Gosta de Oral”? É óbvio que sim. Mas os caras têm coragem de falar. Se você não gostou, “Que Se Foda”, música que conta com a participação do Egydio, do Tihuana. Em todas as músicas, bons riffs e refrãos marcantes, o que contribui para que as músicas comecem a grudar nas nossas cabeças. “Comer, Dormir e Dá Umazinha” tenta unir mortadelas e coxinhas sob o mesmo interesse. Se organizar direitinho, todo mundo tem.

“Ano Novo, Vida Torta” fala sobre as promessas de ano novo, difíceis de cumprir por conta das distrações que surgem durante a caminhada, se resumindo (na música) a cachaça e mulheres. Outra frase muito engraçada do disco é a seguinte: “eu bebo pra esquecer/ se fosse pra lembrar tirava uma selfie/ eu bebo pra ficar ruim / se fosse pra ficar legal tomava leite/ ela pediu pra eu escolher/ entre o amor e a birita, pai / confesso que eu não sei se escolho a vodka ou a tequila”. Esse é o refrão de “Bebo pra Esquecer”, música que o grupo também explora o reggae, o que também está em “Brinks”.

Mas a grande música do disco, na opinião deste humilde resenhista, é “Rei do Boteco”. Temos duas personalidades, nesta canção: o rei do camarote, aquele mesmo que virou meme; e o rei do boteco, um rapaz desprovido de bens materiais e que também quer ter sucesso e dar umazinha, ao seu modo. A saga dos dois rapazes é entrelaçada e, assim, temos uma música bem engraçada, com um refrão power e todos os ingredientes que fizeram de Agora Vai um disco interessantíssimo.

Por fim, é isso. Recomendo aos ouvintes atentos de rock nacional, de rock despojado e libertário, a Banda Marília Gabriela. Garantia de bons riffs e algumas risadas durante a audição, além da surpresa com o produto todo que eles entregam. Uma boa referência para rock nacional em 2017, e para essa linhagem cômica, tão bem explorada pelos rockeiros no Brasil.

*aliás, a crônica é um gênero que também se estabeleceu no Brasil de uma forma contundente, face a leveza e a comicidade existente nos relatos banais do cotidiano, muito bem explorado pelos escritores que desenvolvem o estilo por aqui.

Pó de Café Quarteto – Terra (2017)

O diálogo do jazz com a cultura caipira contemporânea

por brunochair

O Pó de Café Quarteto, grupo de jazz do interior paulista (Ribeirão Preto) que comemora dez anos de união em 2017, lançou recentemente o seu terceiro álbum da carreira, Terra. O disco é composto por nove músicas, sendo algumas delas releituras do cancioneiro popular sertanejo, como “Rei do Gado”, “Rio de Lágrimas”, “O Menino da Porteira” e “Tristeza do Jeca”. Os integrantes do grupo (Bruno Barbosa, no contrabaixo; Rubinho Antunes, no trompete; Duda Lazarini na bateria; Murilo Barbosa, no piano; e Marcelo Toledo, no saxofone) partem da ideia principal, do clima destas conhecidas músicas e as reelaboram, utilizando também a temática do jazz, mas não apenas no jazz.

Vale ressaltar que, nos dois discos anteriores, o Pó de Café Quarteto já se destacava por transitar nos diferentes gêneros musicais: samba, salsa, funk e outros ritmos latinos. E faz isso não como obrigação, mas como se estivesse no DNA de todos os músicos do grupo – ouvir e agir através de outros estilos, outros gêneros, novas formas de se fazer. O nível de pesquisa e comprometimento com a música contemporânea é notadamente sentido nos três álbuns. Porém, neste disco novo o tema caipira e sertanejo se faz muito mais presente do que os outros estilos citados.

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Terra apresenta (sim) essa identidade interiorana e caipira, mas já adaptado aos novos tempos. Não temos mais aquela inocência da vida no campo, nem tanto os causos de outrora, mas um ambiente um tanto hostil das grandes cidades. Essa transição campo/cidade é (ou foi) um tanto melancólica para quem esteve inserido nela, e provavelmente o Pó de Café Quarteto quis retratar um pouco desse sentimento em seus temas. A própria “Rei do Gado”, que abre o disco, parece trazer o relato do declínio desta figura mítica dos rincões brasileiros, que hoje não está condicionado mais a um símbolo de bravura ou virilidade: é apenas um homem de negócios, uma peça inserida no modo de produção capitalista. “Tristeza do Jeca” já contém na música original esta melancolia, e reproduzir (no tema) o fragmento mais conhecido da música já faz termos contato com essa perda, esse elo que não mais existe, esse banzo.

A interconexão entre jazz e música caipira é bastante notada, mas fica muito evidente na última canção do disco, “Caipira Coffee”. A presença da viola de Ricardo Matsuda abrilhanta e dá um novo corpo a ela, sendo uma participação mais que especial. Em “Terra”, faixa que dá nome ao álbum, a viola também aparece aqui e ali. E, por conta da viola ser um elemento tão rico e tradutor deste universo caipira, a impressão que temos é que o álbum poderia contar, tranquilamente, com outras músicas em que o instrumento fosse protagonista. O trabalho de percussão de Neto Braz também é relevante e enriquecedor.

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O jazz, oriundo lá dos Estados Unidos, ganhou proporções universais. Em cada canto do mundo, ele é reelaborado a partir da junção com tantos outros estilos musicais. No Brasil, a cultura caipira é um elemento rico em significações. Reunir estes dois estilos musicais e culturais é agradar aos ouvidos e sentimentos dos amantes de música, sem qualquer distinção étnica, de nacionalidade, de gênero ou credo. É dar sentido a arte e seus elementos. E, por conta desses fatores, o trabalho do Pó de Café Quarteto precisa ser elogiado, por representar esse diálogo, tão rico e fundamental no universo da música.

Escuta Essa 37 – Os 15 Melhores Álbuns do Ano Até Agora

Chegou a hora de elegermos os 15 melhores discos lançados neste primeiro semestre de 2017. Após uma criteriosa avaliação de tudo o que foi resenhado no site e nos podcasts passados (indicações do Instagram não valem), Lucas Scaliza, Gabriel Sacramento e Brunochair explicam porque cada um merece estar nesta lista.
E o que o Antonio Fagundes tem a ver com isso? Amigo, só mesmo ouvindo este episódio para entender. Vale a pena!

Download do episódio neste link!

PLAYLIST: Não deixe de conferir nossa playlist do Spotify com as 15 músicas dos 15 melhores álbuns e mais 15 músicas que achamos incríveis lançadas neste primeiro semestre.

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Escuta Essa 36 – 1967: O Ano Mais Psicodélico da Música

1967 é, sem dúvida, um dos anos mais interessantes e importantes da história da música rock e pop em geral. No auge do movimento hippie, foi o ano em que diversas bandas surgiram destilando psicodelismo ou aderindo a ele. Neste podcast especial, Gabriel Sacramento, BrunoChair e Lucas Scaliza falam de 1967 e detalham quatro importantes álbuns: Disraeli Gears, do CreamSgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos BeatlesThe Piper At The Gates Of Dawn, primeiro disco do Pink Floyd, e Domingo, a estreia em álbum de Caetano Veloso e Gal Costa.

Um episódio nostálgico, com citações de fontes históricas e diversas histórias curiosas e coloridas. Coloque seus fones e viaje com a gente para o ano mais psicodélico de todos!

Download do episódio neste link!

00’00”: Abertura
09’36”: Cream – Disraeli Gears
17’33”: Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
42’52”: Pink Floyd – The Piper At The Gates Of Dawn
1h22’36”: Caetano e Gal – Domingo
1h46’37”: The Doors

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A Banda Mais Bonita da Cidade – De Cima do Mundo Eu Vi O Tempo (2017)

Banda paranaense volta aos trilhos com 3º disco que faz jus ao que se espera dela

Por Eder Albergoni

É impossível não começar esse texto com uma sincera e feli afirmação: A Banda Mais Bonita da Cidade conseguiu! De Cima do Mundo Eu Vi O Tempo é um trabalho que faz jus ao que se espera daquela banda que lançou “Oração” em maio de 2011. Não que tivéssemos ficado cobrando isso da banda por todo esse tempo. Pelo contrário. Para alguns, a Banda Mais Bonita tinha até acabado. “Oração” levou o grupo a um lugar ao qual eles não pertenciam. E após vagarem pelo espaço/ limbo em O Mais Feliz da Vida (2013), estão finalmente no lugar feito especialmente pra eles.

De Cima do Mundo… é um disco de intérprete, desses que seria mais comum ser concebido por um cantor performático ou por uma cantora em ascensão na carreira. O conforto é tão grande que A Banda Mais Bonita se permite contrariar um movimento que poderia ser entendido como arriscado e desnecessário, e que, frente ao resultado, se torna belo e requintado. A grande maioria das músicas não são inéditas, mas sim versões de músicas mais escondidas do grande público, compostas e lançadas por gente como Ian Ramil, Alexandre França, Tibério Azul, Los Porongas e Maurício Pereira.

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“Inverno”, “Eu e o Dela” e “Suvenir” tecem uma rede que explica a sonoridade e o tema geral do disco. Não há modo de espera, a produção ágil e sem frescuras de Vinícius Nisi deixa os dramas à vista logo de cara. “A Pé” é o primeiro grande momento do álbum, com um duo de Uyara Torrente e Thiago Ramalho absolutamente esmagador de tão bonito. O refrão faz referência ao tempo e o poder que ele tem sobre o esquecimento. É a preparação ideal para a música seguinte.

Lançada originalmente por Maurício Pereira (Os Mulheres Negras, junto com André Abujamra) em seu disco Pra Marte de 2007, “Trovoa” é um poema realizando uma crônica urbana, ou “um poema lírico que se mostra a coisa mais lógica”, onde a vida é captada por quadros peculiares em momentos quase banais, ou ainda frames mais contemplativos. Tudo faz sentido quando chega o ápice: “Se você for embora eu vou virar mendigo”. Se “Trovoa” já tinha um lugar garantido no panteão das canções populares brasileiras, essa interpretação da Banda Mais Bonita não só confirma o lugar cativo, como também refaz a relevância da banda no cenário musical do país. “Trovoa” exalta o amor de uma maneira nada óbvia e termina como o relaxamento depois do orgasmo, com um magnífico e cortante solo de guitarra de Felipe Ayres (guitarrista do ruído/mm, que participa do disco inteiro). Se, com Maurício Pereira, a faixa já era um trovão, com a Banda Mais Bonita também é o relâmpago.

 

 

“A Geada” e “Bandarra” continuam arrematando a rede construída de tecidos sonoros, com imagens que ilustram viagens sem relógio, preenchendo um universo alternativo e mais provocativo do que o que era frequente. E cabe a “A Dois” o momento mais singelo do disco. Com quase tudo pronto, esse duo (agora Uyara com Marano, o baixista da banda),  tira a Banda Mais Bonita do buraco do “quase”, onde se meteram lá em O Mais Feliz da Vida. Nada naquele disco vai adiante, parecendo fadado à sensação de que algo fica engasgado e não sai. Aqui, “Tempo” talvez tenha alguma similaridade. Fosse uma música do disco anterior, seria um grito ensurdecedor. Mas sábio como e Tempo é, ele prefere apenas assinar o que se vê no Em Cima do Mundo.

“Oração” foi cruel e suprimiu o poder de outras músicas tão boas ou melhores que existiam no primeiro disco. Por consequência, já que ninguém escapa da síndrome do segundo disco que se resume em valer o pouco que havia sido feito, restou o espaço/ limbo em O Mais Feliz da Vida. Em Cima do Mundo conserta esse defeito e mostra como a Banda Mais Bonita da Cidade poderia hoje ter uma discografia mais concisa e coerente. Se esse não chega a ser o caso, Em Cima do Mundo Eu Vi O Tempo é o disco do agora, o tempo é relativo e o passado não existe.

 

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Escuta Essa 35 – É do Brasil Vol. 2

No podcast desta semana vamos falar apenas de artistas e bandas contemporâneos brasileiros mais uma vez, mesmo que morem em Lisboa ou cantem em inglês! Discutimos o recém-lançado Vem de Mallu Magalhães, os primeiros discos da banda de rock Ego Kill Talent e do rapper brasiliense MenestrelBoca, quarto álbum do experimental Curumin, e Tijolo Por Tijolo, segundo do Braza, completam o lineup da semana. Agora é com você: coloque os fones, dê o play e divirta-se!

Download do episódio neste link!

00’00”: Abertura
02’33”: Mallu Magalhães – Vem
28’58”: Ego Kill Talent – Ego Kill Talent
41’59”: Menestrel – Relicário
52’27”: Curumin – Boca
1h15’32”: Braza – Tijolo por Tijolo
1h37’35”: Boogarins

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