fleet foxes

Escuta Essa 31 – Harry Styles é a Melhor Surpresa do Ano?

Harry Styles – fora do One Direction e em carreira solo agora – surpreendeu a todos com seu primeiro álbum e discutimos o que ele faz de bom e discutimos: é cocaína ou não é? Não sabe o que a droga tem a ver com a música dele? Mais um motivo para ouvir este podcast.
Falamos também do novo single da banda Astronauta Marinho (de Fortaleza) e conversamos sobre Crack-Up, novo disco do Fleet Foxes, After Laughter, do Paramore, o super EP Missing Link do Nick Murphy (ex-Chet Faker) e botamos Tiê pra tocar. Coloque os fones e dê o play!

00’00”: Abertura
04’06”: Indicações
08’23”: Harry Styles – “Harry Styles”
48’35”: Astronauta Marinho
59’04”: Fleet Foxes – “Crack-Up”
1h16′: Paramore – “After Laughter”
1h34′: Nick Murphy – “Missing Link” (EP)
1h49′: Tiê

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Confira a playlist What The Funk Is Going On!

Fleet Foxes – Crack-Up (2017)

A terceira ramificação

por brunochair

O quanto um reconhecimento artístico massivo pode causar de dor e delícia em alguém, apenas os artistas de grande renome podem dizer. Nós, aqui do anonimato, espectadores do triunfo e da decadência, podemos apenas imaginar alguns dos possíveis efeitos. Senti-los? Não há realidade virtual que possa abarcar tamanha experiência, feita do suor dos poros e da carne.

Robin Pecknold, vocalista e compositor do Fleet Foxes, viu a sua trupe experimentar o sucesso de uma forma bastante abrupta. Logo no disco de homônimo de estreia, Fleet Foxes (2008) a banda viu surgir ao redor de si uma legião de fãs, ser convidada a tocar em grandes festivais pelo mundo afora. Todos os integrantes, jovens aprendizes em matéria de mundo, tiveram que lidar com essa nova realidade. Realidade esta que implica em conhecer a si e aos outros com uma certa rudeza, sem os rodeios que a vida comum às vezes nos proporciona. “Você precisa ser emocionalmente estável, você precisa estar confiante, você precisa ser diplomático”, disse Pecknold em uma entrevista.

Para Helpless Blues (2011) não houve o tempo de maturação necessário. A loucura do showbizz ainda aturdia e não centrava os integrantes. Para que esse processo fosse integralmente preenchido, foram precisos ao menos cinco anos, tempo este que os integrantes puderam olhar mais para dentro, enxergar o que não estava bem, aparar arestas que ficaram pelo caminho. Josh Tillman, agora ex-baterista do Fleet Foxes, preferiu seguir o seu próprio caminho solo como Father John Misty; Skyler Skjelset envolveu-se em outros projetos musicais; Robin Pecknold preferiu surfar e voltar a estudar.

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Fleet Foxes : no centro, Robin Pecknold; à direita dele, Skyler Skjelset

Após seis anos de hiato, temos os principais integrantes já na faixa dos 30 anos – um pouco mais donos de si, um pouco mais sabedores do que fazer e não fazer. E assim surge Crack-Up, disco que marca o retorno do Fleet Foxes. As letras do disco, todas compostas por Robin Pecknold, não mostram o processo final dessa caminhada, e sim ressalta o penoso caminho para se chegar até onde hoje se está. Privilegia-se a caminhada, os espinhos, os insucessos, os problemas de relacionamento, a penúria. Está tudo ali realçado, reelaborado em metáforas. As palavras procuram transmitir, pelo menos em parte, o que se sente.

A sonoridade também é explorada para transmitir estes sentimentos. O que notamos são grandes gangorras, um sobe-e-desce entre sussurros e plena exaltação. “I Am All That I Need/ Arroyo Seco/ Thumbprint Scar”, a primeira canção do álbum, é exemplo pontual deste processo. “Third Of May/ Odaigahara”, que já havia sido lançado em single e que trata da relação humana (pautada por conflito e afeto) entre os integrantes Robin Pecknold e Skyler Skjelset, é outro grande exemplo.

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O Fleet Foxes tornou-se uma banda conhecida por desenvolver uma estética sonora bastante peculiar, juntando elementos do folk, do pop e criando uma esfera um pouco passadista. Ouvir Fleet Foxes é uma experiência singular, única. E em Crack-Up o grupo permanece fiel a essa identidade sonora única, mas ao mesmo tempo consegue criar, a partir dela, uma terceira ramificação. Fleet Foxes foi um álbum ingênuo, alegre, criativo; Helpless Blues possuía uma certa melancolia e já apresentava um grupo tateando suas próprias características; e Crack-Up é a expressão máxima dessa busca sonora, individual e coletiva.

Ainda que o grupo tenha essa característica de “tocar fundo” o ouvinte através de seus arranjos, este disco é o que parece falar menos dos outros, e um pouco mais de nós mesmos. Essa característica mais humana que trará ao ouvinte uma experiência mais concreta no que diz respeito ao sentir. Portanto, não são apenas palavras que poderão refletir o estado de espírito de Crack-Up: ouvir é essencial.

Escuta Essa 23 – Father John Misty e seu Sarcasmo Sem Freios

Neste episódio 23, Bruno, Lucas e Gabriel recebem o convidado André Felipe de Medeiros, do Monkeybuzz e MúsicaPavê, para debaterem todo o amargor, ironia, sarcasmo e fun facts de “Pure Comedy”, novo álbum de Father John Misty.
Ainda resenhamos o disco “Rainha do Mar”, de Marina de La Riva, e acabamos debatendo Tradição vs. Originalidade e o alcance do streaming. Conheça também o som dark da sueca Demen e os hipsters nova-iorquinos do Prelow. E venha se emocionar também com a nova música do Fleet Foxes, antiga banda do Father John Misty. E só colocar os fones e se divertir!

Abertura: 00’00”
Chuck Berry: 05’39”
Indicações: 08’24”
Father John Misty: 14’53”
Prelow: 39’11”
Demen: 46’25”
Marina De La Riva: 58’19”
Fleet Foxes: 1h25
Mark Lanegan: 1h36

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Agradecimento: André Felipe de Medeiros – www.monkeybuzz.com.br e www.musicapave.com