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Escuta Essa 31 – Harry Styles é a Melhor Surpresa do Ano?

Harry Styles – fora do One Direction e em carreira solo agora – surpreendeu a todos com seu primeiro álbum e discutimos o que ele faz de bom e discutimos: é cocaína ou não é? Não sabe o que a droga tem a ver com a música dele? Mais um motivo para ouvir este podcast.
Falamos também do novo single da banda Astronauta Marinho (de Fortaleza) e conversamos sobre Crack-Up, novo disco do Fleet Foxes, After Laughter, do Paramore, o super EP Missing Link do Nick Murphy (ex-Chet Faker) e botamos Tiê pra tocar. Coloque os fones e dê o play!

00’00”: Abertura
04’06”: Indicações
08’23”: Harry Styles – “Harry Styles”
48’35”: Astronauta Marinho
59’04”: Fleet Foxes – “Crack-Up”
1h16′: Paramore – “After Laughter”
1h34′: Nick Murphy – “Missing Link” (EP)
1h49′: Tiê

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Confira a playlist What The Funk Is Going On!

Harry Styles – Harry Styles (2017)

Em carreira solo, Harry Styles mostra versatilidade, entrega e surpreende com folk, rock e country

Por Lucas Scaliza

Este é o ano de Harry Styles. Vai fazer sua estreia no cinema como ator em Dunkirk, drama de Segunda Guerra do diretor Christopher Nolan e já liberou Harry Styles, seu primeiro álbum solo, o primeiro com suas criações fora do famoso grupo que o revelou, One Direction. A princípio, como ocorrera com Zayn Malik (o primeiro integrante da boyband inglesa a deixar a trupe e sair em carreira solo), esperávamos que ele seguisse a moda do mercado fonográfico e fizesse um disco pop raso. Mas quando “Sign Of The Times” aportou em nossos ouvidos, fomos surpreendidos por um cantor que fazia, sim, uma balada rock segura, nada inventiva, mas com muito bom gosto, orgânica e emocionante. Ao aparecer cantando a faixa ao vivo, tive a certeza de que estava diante de um cantor de verdade que estava utilizando a possibilidade da carreira solo para fazer honesto e pessoal, não apenas uma continuação do que vinha fazendo na boyband, vigiado de perto demais pela gravadora, pelo empresário e pelos produtores.

E Harry Styles é um ótimo disco. Não está preocupado em criar sons novos e nem em desconstruir o pop ou a imagem que Styles já tinha no 1D. Ele continua sendo um bom garoto, carismático e bonito. Mas trocou os três companheiros de palco por uma banda que é tão importante no palco quanto ele e se permitiu brincar com diversos tipos de pop, do mais roqueiro ao acústico, passando pelo country e folk e nunca apostando no eletrônico (o que também contrariou várias previsões). E ainda faz uma referência a Johnny Cash a fazer uma música sobre cocaína (“Carolina”, uma das melhores do disco) e manda muito bem em uma faixa sensual (“Woman”).

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O disco já abre com “Meet Me In The Hallway”, uma balada tranquila, com um vocal de versos até meio viajante, uma excelente linha de violão, baixo melódico (tocado por Ryan Nasci) e omnichord discretamente construindo um clima de sonho tocado pelo próprio cantor. Para um astro do pop, não seria a música mais indicada para se iniciar um disco. É por essa e por outras que Harry Styles desponta como uma promessa. Mas tem muito mais para ouvirmos no disco. A emoção de “Sign Of The Times” só aumenta ao sabermos que foi escrita do ponto de vista de uma mãe que acaba de dar a luz e não vai sobreviver.

O segundo single do álbum, a singela “Sweet Creature”, é acústica, sem percussão e com ótimos vocais de fundo que entregam um aspecto mais etéreo a faixa. E tudo bem se o refrão de “Ever Since New York” ficar grudado em sua cabeça por dias. É uma ótima faixa que também deixa emergir o trabalho vocal de Styles como mais um arranjo da canção.

Há uma boa variedade de gêneros musicais presentes em Harry Styles e ele nunca parece ansioso. As músicas têm qualidades de sobra pelo que são e também não estão repletas de arranjos que, na mão de artistas e produtores mais inseguros, serviriam para preencher as lacunas criativas das faixas. Por isso, pelo menos para mim, fica claro que há qualidades em Harry Styles que me levam direto a David Bowie. Os deliciosos rocks “Only Angel” e “Kiwi” coroam esse paralelo com o camaleão inglês, mas ao longo do disco todo Styles se mostra versátil e dotado de um feeling raro. Se o carisma já era conhecido desde o 1D, essa boa mão e ouvido para canções só veio a público agora. Claro que é cedo demais para dizer que Harry Styles é um novo David Bowie ou segue seus passos, mas o álbum certamente deixa pistas disso. A entrega e a consciência de como abordar cada composição é algo que realmente se destaca no disco e que também era uma das marcas de Bowie.

Aliás, seja sozinho, em dupla ou em grupo, todas as 10 músicas do disco tiveram a mão de Styles na composição. Jeff Bhasker (Kanye West, Rihanna, Ed Sheeran, Mark Ronson, Jay-Z) é o principal produtor e parceiro de composição no trabalho, que inclusive cedeu o estúdio de sua casa na Califórnia para boa parte das gravações.

Pode não ser uma ruptura total com o que fazia no 1D, mas já é um enorme passo a frente da boyband, sem dúvida. Embora a marca One Direction seja enorme, Harry Styles mostra que seu talento solo é, artisticamente falando, mais amplo, exploratório e maduro do que é permitido a uma boyband demonstrar. Assim, Styles se firma não apenas como um grande cantor com futuro, mas também como alguém para se ficar de olho. Desde já, uma das melhores surpresas de 2017.

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One Direction – Made In The A.M. (2015)

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A música da boyband começa a amadurecer

Por Lucas Scaliza

Made In The A.M. é o quinto disco de estúdio do One Direction e o primeiro desde que Zayn Malik deixou o grupo, transformando-o em um quarteto. É seguro afirmar que o frenesi em torno da boyband não diminui com isso e nem sua “missão” mudou. Continuam sendo um grupo pop para as massas que precisam pagar de – ou ser – bons moços aos olhos de todo mundo, seduzindo mocinhas e mocinhos com suas músicas cheias de melodia, mantendo a ilusão fofa de uma juventude supostamente inofensiva, branca e de elite.

No entanto, é uma melhor coleção de canções do que Four (2014) e todos os outros discos prévios. Ouvindo Made In The A.M. tenho a impressão pela primeira vez na carreira do One Direction de que se tratam de rapazes com mais de 20 anos e não jovens colegiais de 16. Existe muita inocência na forma regularzinha como a música é tratada e na polidez das palavras, mas não é mais uma impressão hegemônica. Há pequenas mudanças no som e no tom das letras que mostram que começaram, enfim, a amadurecer.

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Assim como a grande maioria das bandas e artistas pop de hoje, o quarteto formado por Louis Tomlinson, Harry Styles, Niall Horan e Liam Payne recebe a ajuda de músicos, compositores e produtores mais experientes e “malandros” da indústria. Mas os quatro se envolvem na composição do que vão cantar, principalmente Tomlinson, que está creditado em sete das 17 faixas da versão deluxe do disco. Isso ajuda a dar mais autenticidade ao grupo, mas não se engane, pois Julian Bunetta (que escreve para o grupo desde Take Me Home [2012]) tem crédito pela criação de 13 faixas, fora o posto de coprodutor.

Embora o trabalho tenha músicas típicas de boybands, como “Perfect”, “Infinity”, “Drag Me Down” e “Love You Goodbye”, provam em outras faixas que começam a buscar uma maior abertura sonora, ainda condizente com o mainstream mas menos ansiosos e um pouco menos infantis do que soavam até o ano passado, incluindo batidas mais comedidas, arranjos menos óbvios e até alguma desilusão dentro da bolha em que foram gestados. “Hey Angel” recupera algo do britpop dos anos 90 e é, talvez, uma das faixas menos melosas e mais interessantes que já ouvi do One Direction. “Never Enough” é uma música simples, mas é divertida, permitindo que se levem menos a sério, algo que faz parte do grupo enquanto quatro caras jovens que se dão bem juntos. Um acerto de Niall Horan.

Outras que conquistaram a atenção do meu ouvido foram “Olivia” e “What a Feeling”. São o ponto fora da curva. Guardadas as devidas proporções de criação e mérito artístico, “Olivia” poderia ser o que “Eleanor Rigby” foi para os Beatles dentro de Revolver (1966): música curta e com orquestrações no lugar do pop/rock que se esperava da banda. Liam Payne estava inspirado. E “What a Feeling” é uma música que recupera diretamente o pop dos anos 90 em tudo: no refrão em coro, na linha de baixo bem marcada e nos detalhes da guitarra ao longo da canção. “I Want To Write You a Song” é o 1D tentando ser folk. É toda voz, violão, vocalizações suaves e violinos. A mixagem ainda preserva o som dos dedos correndo pela escala do instrumento de seis cordas. Se eles decidirem apresentar essa faixa ao vivo, com algum deles no comando do instrumento, vão “lacrar”. Aliás, até mesmo Justin Bieber já se apresentou apenas com voz e violão conseguindo um resultado muito positivo.

As baladas de amor e de coração quebrado agora soam um pouco mais dramáticas do que antes, como se o quarteto encarasse de vez o peso do que cantam, sem precisar transformar tudo em algo forçosamente divertido, como é o caso de “If I Could Fly”, mas acredito que “Long Way Down” seja um exemplo muito melhor acabado e menos clichê. “End of the Day”, outro highlight do disco, é uma faixa que desce fácil e inclui os “Oh oh ohs” no estilo Coldplay e baterias marcadas como no Imagine Dragons. “History” fecha o disco regular (sem contar as faixas bônus) muito bem, propondo mais um momento de violão na mão para conduzir uma faixa bem construída.

As faixas são feitas para serem bastante palatáveis a um público bem vasto, mas noto que existe menos pressão para criar refrãos e ritmos catchy quanto havia anteriormente, sobretudo nos primeiros álbuns do One Direction. Quero dizer que não há nada tão juvenilmente bobo e apelativo quanto uma “You Know I’m Beautiful” em Made In The A.M., o que é um acerto e tanto. A instrumentação chama a atenção. Embora não tenha grande protagonismo ainda, percebe-se que baixo, teclado, bateria, guitarra e violão foram pensados com esmero na maior parte das faixas, propondo linhas que estão ali não apenas para criar uma cama para a voz dos rapazes, mas para serem percebidas em todas as suas nuances. “History”, “Hey Angel”, “Olivia” e “Wolves” são alguns dos melhores momentos para isso, mas não é difícil encontrar sons que lembrem algo do U2, algo de Mumford & Sons da era Wilder Mind e solos de guitarra à Coldplay, assim como acenos para décadas de 90, 80 e 70.

Quanto aos temas: mesmo falando sobre perda, desilusões amorosas e algum sofrimento, ainda soa como se experimentassem tudo isso de forma bastante leve. A melancolia deles não chega a ser tão comovente. As letras são universais, mas de um jeito bem mauricinho. Mas OK, tem bandas mais experientes que também não deixam de ser playboy.

Quem odeia o One Direction e se incomoda com o estrondoso sucesso que fazem com o público adolescente feminino vai ter mais um motivo para continuar odiando: Made In The AM é um bom disco de pop, um bom disco de uma boyband, um trabalho que mostra maior visão dos produtores e do quarteto. Começa a deixar de ser um pop apenas vendável para se tornar um pop preocupado em tornar cada faixa única.

Aliás, não é preciso gostar da boyband para reconhecer isso. Dá para continuar desgostando sendo justo com o que alcançam (não é preciso gostar de Led Zeppelin para afirmar que Robert Plant é um grande cantor, certo?). Fato é que, pelo menos para quem tinha muitas ressalvas quanto ao grupo, fizeram um trabalho que, pela primeira vez, mostram que não possuem apenas uma direção a seguir (a mais óbvia de todas), mas sim vastas possibilidades que darão bases musicais mais fortes ao sucesso já alcançado.

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One Direction – Four (2014)

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O quarto disco da boy band inglesa é “bom o suficiente”. Se as mensagens do 1D não fazem mais muito sentido, o problema não é a banda, é você!

Por Lucas Scaliza

O quarto disco do One Direction, a boy band anglo-irlandesa, já está entre nós e vai vender muito. Nenhuma surpresa. Niall Horan, Liam Payne, Louis Tomlinson, Harry Styles e Zayn Malik surgiram no The X Factor inglês. O grupo formado por eles após a ascensão televisiva tornou-se uma das maiores revelações, em termos de popularidade e números de venda, daquele país desde que estrearam em 2011 com Up All Night. O caso é que o One Dirction é uma boy band que supre o espaço deixado pelos Backstreet Boys e pelo N’Sync de Justin Timberlake. Embora os Backstreet Boys tenham voltado a ativa, grande parte do público são as adolescentes da década de 1990 saudosas e crescidinhas, já com suas carreiras, filhos para criar e, quem sabe, suas aplicações de botox. Já Justin Timberlake nunca deixou o show business, seja fazendo filmes, música ou simplesmente sendo famoso. Mas com o The 20/20 Experience ele mostrou que está disposto a fazer pop maduro, o que também o retira desse filão explorado muito bem pelo 1D (como o One Direction é conhecido).

O filão do 1D é a música pop para adolescentes, entre 10 e, vá lá, 17 anos, durante aqueles anos de formação da identidade, mas também os anos em que boa parte dos jovens querem estar por dentro e seguem o gosto geral um dos outros, um fenômeno difícil de evadir principalmente quando todos à sua volta (as revistinhas, os sites teens, os perfis de rede social e, claro, seus amigos e amigas) estão escutando a mesma coisa.

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Four, que será lançado oficialmente este mês, não decepcionará os fãs e, principalmente, a enorme legião de meninas que acompanha os cinco meninos. Ao longo de suas 12 faixas, das quais apenas duas ultrapassam os 4 minutos de duração, temos todos os elementos que fazem da banda o que esperamos dela. Melodias bastante assobiáveis, animação, positividade, uma dose comedida de tristeza-de-fossa e muitas promessas românticas (inclusive uma em que os meninos relacionam o “nunca vou te deixar” com síndrome de Estocolmo, no qual a vítima se apaixona pelo sequestrador).

Absolutamente nada em Four vai soar estranho, esquisito ou vai exigir dos ouvidos e do poder de processamento do ouvinte. É um álbum pop e comprometido com a qualidade da diversão e da inspiração que puderem exercer sobre jovens, sem contexto político, social ou qualquer outra preocupação do tipo. A música deles é fluida e bem construída, mas parece familiar demais. Não há uma única canção no álbum que não lembre algo que você já ouviu e que provavelmente você ouvirá uma vez mais em outra oportunidade, outra banda, outra canção. Os mesmos refrãos em coro, os mesmos “o-o-ôs” de sucessos do passado. Desse modo, falta uma voz mais autoral ao grupo em Four, falta arriscar mais e ser comprometido também com a qualidade da inovação artística.

Em diversos momentos é possível comparar o One Direction com o Coldplay, mas em termos de álbum, o Coldplay, que é uma banda de fato, faz questão de colocar em diversas de suas músicas nuances que já se tornaram assinatura da banda como forma de não deixar suas canções tão genéricas. E veja bem: não só o Coldplay é uma banda de rapazes ingleses como também atraem uma quantidade enorme de adolescentes para seus shows, sobretudo com as festivas e coloridas turnês de Viva La Vida/Death And All His Friends (2008) e Mylo Xyloto (2010).

Voltando ao 1D, é preciso dizer que, apesar da falta de pretensão artística, os produtores não erraram a mão. As três primeiras faixas funcionam muito bem para conquistar o ouvinte. “Steal my girl” tem um refrão chiclete que já dá ideia de como as meninas vão cantá-lo em uníssono nos shows vindouros. “Ready to run” também é animada (com um dedilhado de guitarra à The Edge) e “Where do the broken hearts go” é a fossa para baladas, mais uma vez com um grande refrão, feito em coro pelos meninos para ressoar em estádios ao redor do mundo em seus shows.

Não fosse pelo refrão, “18” poderia ser a música mais confessional de Four. Composta por Ed Sheeran, outro ídolo dos teenagers, ela avança sem pressa com uma boa melodia até o refrão, feito sob medida para derreter corações que sofrem de paixonite aguda. Quem sabe, uma das melhores faixas de Four, apesar de ter mais uma daquelas promessas românticas démodés – ”Eu te amo desde que tínhamos 18 anos/ Muito antes de nós pensarmos a mesma coisa”, cantam. E o que dizer de “Fireproof”, em que cantam “Ninguém te ama como eu/ Ninguém me vê, baby, do jeito que você me vê”. Até mesmo Taylor Swift conseguiu maquiar melhor esses temas batidos no seu ultrapop 1989.

Se esses tipos de promessas e clichês não soam mais tão bem aos seus ouvidos, o problema pode não ser o One Direction, pode ser VOCÊ. Talvez você já esteja grande o suficiente e maduro/madura o bastante para procurar alguma música que vá ao encontro de sua visão de mundo atual. O 1D canta para quem ainda acredita que as promessas da festinha de 15 anos vão valer pra vida toda. Sonhar não é proibido, mas é você que decide se seus sonhos comportam a sua experiência de vida e realidade.

Styles, Malik, Payne, Horan e Tomlinson não tocam instrumentos ao vivo. Eles se revezam nas vozes e fazem isso muito bem, cada passo coordenado e ajustado por um coreógrafo. Eles são afinados e cantam bem. A voz deles é como a música que produzem: acessível. Se por um lado não são dados a exibições cafonas de notas altas e cheias de trêmolos – coisa que jurados e público de programas como The X Factor e The Voice amam – também não possuem nenhum timbre diferenciado e nem alguma outra característica que os diferenciem tanto um do outro e do mundo pop. Talvez esteja aí uma grande diferença entre qualquer um deles e Justin Timberlake, que sabe se reinventar. E Chris Martin, que além de se preocupar com as nuances de sua música, tem um timbre de voz bastante próprio e um alcance vocal maior.

Vale ainda fazer um elogio a Louis Tomlinson, que ajudou a compor oito das 12 faixas de Four. Os outros rapazes também participam, mas não com o mesmo vigor de Tomlinson. Uma boy band sempre é uma empresa de marketing comandada por empresários e produtores, por isso dificilmente abre espaço para alguma criação autoral. O resultado final é o que o público espera, não exatamente o que o artista gostaria de expressar. Embora muito pouco do lado “autor” de Tomlinson possa ser visto ao longo de refrãos tão animados e construídos para multidões cantarem, é importante ressaltar a iniciativa dele. Uma pena que seus esforços não diferenciem o novo álbum dos outros três discos do grupo.

Four cumpre seu papel e vai ser um sucesso. É um disco palatável para quem precisa de ânimo e para quem precisa de uma trilha sonora de sonho e fantasia para acompanhar uma fossa ou o desabrochar de seu amor juvenil sem sexo (como se tudo fosse eterno e a vida não aprontasse das suas). Para o gosto médio, tudo deve ser bom o suficiente e familiar. Para quê arriscar?

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